É seguro tomar cloroquina contra o novo coronavírus?

Ainda não se conhecem os possíveis riscos dessas substâncias em longo prazo no tratamento da Covid-19

O uso de cloroquina e hidroxicloroquina para tratar a infecção pelo novo coronavírus não é considerado seguro, sendo desaconselhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já que ainda não se conhecem os possíveis riscos dessas substâncias em longo prazo no tratamento da Covid-19.

Além disso, a automedicação é uma prática perigosa, desaconselhada independentemente da situação, pois pode trazer graves consequências para a saúde e, inclusive, colocar a vida em risco.

Embora estudos recentes feitos na China, Itália e França tenham demonstrado resultados promissores no uso de cloroquina e hidroxicloroquina para eliminar a infecção pelo novo coronavírus, ainda são necessárias pesquisas mais abrangentes para confirmar a verdadeira eficácia e a segurança para a população.

Contraindicações
A hidroxicloroquina e a cloroquina estão contraindicadas para qualquer condição que não tenha orientação de um médico, pois podem causar efeitos colaterais graves, como alterações no sangue, problemas cardíacos e, até, cegueira. Dessa forma, não devem ser utilizadas como forma de tratar ou prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

Embora a hidroxicloroquina e a cloroquina já estejam aprovadas para o tratamento de algumas condições específicas, como malária, lúpus, artrite reumatoide e certas doenças da pele e reumatológicas, isso não significa que essas substâncias sejam seguras para o tratamento de outras doenças, pois são necessários estudos específicos para entender segurança e eficácia.

Por que a hidroxicloroquina poderia tratar o coronavírus?
Segundo um estudo realizado in vitro na China, foi demonstrado que a cloroquina e a hidroxicloroquina conseguem impedir a entrada do novo coronavírus, o Sars-CoV-2, nas células, assim como inibir seu transporte entre as organelas celulares, reduzindo a capacidade do vírus de se multiplicar.

Da mesma forma, outro estudo desenvolvido na França, também mostrou que a hidroxicloroquina parece ser capaz de reduzir a carga viral em pessoas infectadas e que, quando está associada à azitromicina, pode levar a resultados ainda mais promissores.

Porém, é importante ressaltar que as amostras de pacientes utilizadas nesses estudos foram bastante reduzidas e que nem todos obtiveram resultados positivos com o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina. Assim, é necessário fazer mais investigações e com um número maior de pacientes, para afirmar que essas substâncias são, de fato, eficazes e seguras para tratar o novo coronavírus. (Com informações do portal Tua Saúde)