DF: pais fazem rifa para pagar tratamento de bebê com doença rara

Maitê nasceu com hiperglicinemia não cetótica, doença congênita incurável cuja expectativa de vida costuma ser de apenas 5 meses

Arquivo Pessoal

atualizado 17/02/2020 18:17

Bebês que nascem com hiperglicinemia não cetótica – doença metabólica hereditária rara que se caracteriza pelo aumento do aminoácido glicina no organismo – costumam receber um difícil prognóstico. A condição provoca problemas neurológicos, não tem cura e a expectativa de vida costuma ser de apenas 5 meses. Mas a brasiliense Maitê está vencendo a dura estatística.

Com 1 ano e 5 meses, ela enche de esperança os pais Adriana e Vinicíus Petrillo, que são fisioterapeutas. Maitê faz tratamento em São Paulo e precisa de ajuda para bancar os custos de cerca de R$10 mil por mês. “Já foi feita uma vakinha on-line e agora estamos com uma rifa também on-line em andamento. Além disso, o pessoal da cidade do meu esposo quer fazer um evento em abril deste ano. Tudo que conseguirmos vai ajudar nossa filha e continuar lutando pela vida”, diz Adriana.

A rifa custa R$ 25 e vai sortear uma camisa oficial do Palmeiras com autógrafos dos jogadores que venceram o campeonato brasileiro de 2016. É possível acessar a rifa por este link.

Diagnóstico

Maitê é fruto de uma inseminação artificial depois de a mãe sofrer três abortos. A gestação foi tranquila, o parto foi cesárea, mas, apesar de a bebê ter chorado no momento do nascimento, o barulho foi ficando mais fraco com o decorrer do tempo – um dos principais sintomas da hiperglicinemia não cetótica.

A criança passou dias na UTI e não acordava mais. Aos 31 dias de vida, Maitê sofreu a primeira convulsão. Só 90 dias depois do parto, foi diagnosticada.

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