Crianças podem ter sintomas de coronavírus diferentes de adultos. Entenda

Alterações dermatológicas são mais comuns em crianças que desenvolvem a infecção. Lavar as mãos e usar máscara ajudam a evitar o contágio

Mãe cuidado da gripe do filhofiladendron/GETTYIMAGES

atualizado 21/05/2020 18:34

Apesar de ser menos frequente do que nos adultos, as crianças também podem ter a infecção pelo novo coronavírus, a Covid-19. Porém, a doença se comporta de maneira diferente em pacientes mais jovens: os sintomas parecem ser menos graves e podem ser diferentes do que os já conhecidos.

Mesmo não figurando entre os grupos de risco, as crianças precisam de avaliação constante por pediatra e dos mesmos cuidados recomendados para os adultos, lavando frequentemente as mãos e mantendo o distanciamento social. Ainda que não corram muitos riscos, elas podem facilitar a transmissão do vírus para as pessoas mais suscetíveis, como seus pais ou avós.

Principais sintomas

Os sintomas da Covid-19 em crianças são mais leves do que os nos adultos e incluem:

  • Febre acima de 38ºC;
  • Tosse persistente;
  • Coriza;
  • Dor de garganta;
  • Náuseas e vômitos,
  • Cansaço excessivo;
  • Diminuição do apetite.

Os indícios são semelhantes aos de qualquer outra virose e, por isso, também podem ser acompanhados de alterações gastrointestinais, como dor abdominal, diarreia ou vômitos.

Ao contrário dos adultos, a falta de ar não parece ser comum nas crianças. Muitas são, ainda, assintomáticas, ou seja, estão infectadas mas não apresentam sintomas.

Alterações na pele podem ser mais comuns em crianças

Embora a Covid-19 pareça ser mais leve nos pequenos, especialmente em relação aos sintomas respiratórios, como tosse e sensação de falta de ar, alguns relatórios médicos, como o da American Academy of Pediatrics, indicam que outros indícios, diferentes dos que surgem em adultos, podem aparecer e, por isso, passar despercebidos.

É possível que a doença cause, nas crianças, sintomas como febre alta persistente, vermelhidão na pele, inchaço, e lábios secos ou rachados, semelhantes à doença de Kawasaki, mesmo que não exista nenhum tipo de sintoma respiratório. Esses sinais parecem indicar que o novo coronavírus causa uma inflamação dos vasos sanguíneos em vez de afetar diretamente o pulmão em pacientes jovens. No entanto, mais investigações são necessárias.

Quando levar a criança ao médico

Ainda que a variante infantil do novo coronavírus pareça ser menos grave, é muito importante que todas as crianças com sintomas sejam avaliadas para diminuir o desconforto da infecção e identificar a sua causa.

É recomendado que sejam levadas ao pediatra todas as crianças com:

  • Menos de 3 meses de idade e com febre acima de 38ºC;
  • Idade entre 3 e 6 meses com febre acima de 39ºC;
  • Febre que dura por mais de 5 dias;
  • Perda acentuada do apetite;
  • Alteração do comportamento normal;
  • Febre que não melhora com o uso de remédios indicados pelo pediatra.

Além disso, quando estão doentes, as crianças têm maior tendência a desidratar, devido à perda de água pelo suor ou diarreia. Por isso, é importante consultar um médico se existirem sintomas como olhos fundos, diminuição da quantidade de urina, boca seca, irritabilidade e choro sem lágrimas.

Como é feito o tratamento

Até o momento, não existe um tratamento específico para a Covid-19 e, por isso, a terapia passa por incluir o uso de remédios para aliviar os sintomas e evitar o agravamento da infecção.

Na maioria dos casos, o tratamento pode ser feito em casa, mantendo a criança em repouso, bem hidratada e administrando os medicamentos recomendados pelo médico. No entanto, também existem situações em que pode ser indicada a internação, especialmente se a criança apresentar sintomas mais sérios, como falta de ar e dificuldade respiratória, ou se tiver histórico de outras doenças que facilitem o agravamento da infecção, como diabetes ou asma.

Como proteger

As crianças devem seguir os mesmos cuidados do que os adultos na prevenção da Covid-19, o que inclui:

  • Lavar as mãos regularmente com água e sabão, especialmente depois de estar em locais públicos;
  • Manter o distanciamento de outras pessoas, especialmente de idosos;
  • Utilizar máscara de proteção individual se estiver com tosse ou espirros;
  • Evitar tocar com as mãos no rosto, principalmente na boca, nariz e olhos.

Esses cuidados devem ser incluídos no dia a dia da criança pois, além de protegerem contra o vírus, também ajudam a diminuir sua transmissão, evitando que ele chegue até pessoas de maior risco, como os idosos.

(Com informações do portal Tua Saúde)

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