Coronavírus na embalagem: entenda cuidados necessários na volta do mercado

Alerta sobre necessidade de desinfecção de produtos reacendeu após chineses terem encontrado amostras viáveis em pacotes de bacalhau

A notícia divulgada nessa segunda-feira (19/10) de que amostras de coronavírus foram encontradas em pacotes de bacalhau congelado num porto da China trouxe de volta aquela pergunta: precisamos ou não fazer a desinfecção completa das embalagens depois de cada ida ao supermercado?

O pior é que, até o momento, não existe consenso sobre o assunto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há evidências que comprovem a transmissão do coronavírus por alimentos ou embalagens. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) do país já fizeram manifestações nessa mesma linha.

No entanto, desde o início da pandemia, cientistas já comprovaram a viabilidade do coronavírus em superfícies como plástico, madeira e alumínio por horas ou, até mesmo, dias. Ou seja, apesar de não estar documentada, a transmissão por embalagens não está descartada.

A médica do Laboratório Exame Myrna Campagnoli explica que a higienização das embalagens é necessária. Apesar de ser muito mais comum a transmissão por gotículas contaminadas, quando há contato direto com alguém infectado pela Covid-19, o contágio via superfícies pode existir.

O jeito mais simples de fazer a desinfecção é com água e sabão, mas também podem ser usados detergentes ou desinfetantes. “Se todas as embalagens forem limpas e desinfetadas antes de serem guardadas, minimizamos o risco desse tipo de contágio”, explica a médica.

No caso das embalagens de papelão, que não podem ser lavadas, o ideal é que elas sejam trocadas por embalagens limpas antes de serem guardadas.

Myrna explica que a carga viral reduz naturalmente com o passar das horas, assim como o risco de contaminação. Sabendo disso, algumas pessoas estão optando por deixar as compras de “castigo” de um dia para o outro para depois guardá-las, sem ter de lavar uma a uma. No entanto a médica faz um alerta:

“Isso reduz realmente o número de vírus presente, mas não tira a necessidade de que a limpeza e a desinfecção desses produtos seja realizada antes que eles sejam guardados nos armários, na geladeira ou no congelador”, explica.

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Moises Dias/Metrópoles
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