Conheça a erisipela, doença que fez Bruno Covas descobrir câncer

No hospital, prefeito de São Paulo foi diagnosticado com tumor no estômago e metástase no fígado. Saiba mais sobre a infecção de pele

Agência BrasilAgência Brasil

atualizado 30/10/2019 11:31

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), diagnosticado com câncer de estômago e metástase no fígado, chegou ao hospital, a princípio, para tratar uma erisipela. A infecção na pele provoca lesões vermelhas, inflamadas e dolorosas, bolhas e áreas arroxeadas. A doença é causada mais comumente por uma bactéria chamada Streptcoccus pyogenes.

Apesar de ser mais frequente em pessoas com mais de 50 anos de idade e obesos, a erisipela pode afetar qualquer pessoa, especialmente quando há um inchaço crônico ou presença de feridas na pele. No caso de Covas, durante a internação, os médicos descobriram uma trombose e, posteriormente, chegaram ao diagnóstico do câncer.

O tratamento da erisipela pode ser realizado com uso de antibióticos orais ou injeções por até 14 dias seguidos. Outros cuidados são repouso e elevação do membro afetado, para ajudar a desinchar a região. Quando a erisipela não é grave, o tratamento pode ser feito em casa mesmo, porém existem situações em que é necessário a internação hospitalar, com aplicação de antibióticos diretamente na veia. Assim acontece em casos de lesões muito grandes ou quando as manchas afetam áreas sensíveis, como o rosto, por exemplo.

Especialistas alertam para a importância de se seguir o tratamento rigorosamente, afim de evitar complicações, como o linfedema crônico ou erisipela recorrente. Em caso de erisipela bolhosa, em que se forma uma lesão úmida, com bolhas e um líquido transparente, pode-se associar ao tratamento com antimicrobianos tópicos.

Quando é necessário permanecer no hospital?

Existem situações que podem agravar o quadro de saúde do paciente. Nesses casos, é recomendada a internação, com administração de antibióticos intravenosos. Os cuidados devem ser redobrados quando:

  • A infecção acometer idosos;
  • Houver lesões graves, com bolhas, áreas de necrose, sangramento ou perda da sensibilidade;
  • Sinais que indicam gravidade da doença, como queda da pressão arterial, confusão mental, agitação ou diminuição da quantidade de urina;
  • Outras doenças graves, como insuficiência cardíaca, imunidade comprometida, diabetes descompensado, insuficiência do fígado ou doenças pulmonares avançadas, por exemplo.
Opções de tratamento caseiro

Durante o tratamento da erisipela, permanecer com o membro afetado elevado facilita o retorno venoso e diminui o inchaço, o que pode auxiliar na recuperação. Também é recomendado repouso absoluto, hidratar-se bem e manter as bordas da lesão sempre limpas e secas. Deve-se evitar pomadas caseiras ou outras substâncias não indicadas pelo médico. Elas podem atrapalhar o tratamento e até piorar a lesão.

Como prevenir

Para prevenir a erisipela, é necessário diminuir ou tratar as condições que aumentam o seu risco, como perder peso em caso de obesidade e tratar doenças que causam inchaço crônico dos membros, como insuficiências cardíaca ou venosa. Caso surjam feridas na pele, deve-se mantê-las limpas e secas para evitar contaminações com bactérias. Para pessoas que têm erisipela que surgem repetidamente, o médico poderá indicar o uso de antibiótico como prevenção de novas infecções.

Com informações do portal Tua Saúde

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