Aprenda a solucionar seis problemas comuns na amamentação

No início do aleitamento, é normal que a mãe e o bebê levem um tempo para se adaptar. Veja algumas dicas

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atualizado 02/08/2019 8:48

Os benefícios do aleitamento materno são muitos, tanto para o bebê como para a mãe. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda amamentação exclusiva até os primeiros seis meses de vida e indica que o leite materno siga como complemento na alimentação até que a criança complete dois anos. Mas, nem sempre, o início é tranquilo desde a primeira “pega”. Em vários casos, o processo pode ser sofrido e exigir bastante esforço da mãe.

O empenho, entretanto, compensa. O leite possui todas as proteínas e anticorpos necessários para nutrir a criança no início da vida. A amamentação facilitará ainda o desenvolvimento da mastigação e da respiração.Os bebês que mamam têm menos possibilidade de apresentar diarreias ou de desenvolver alergias e doenças infecciosas. Pesquisas apontam ainda que as mulheres que amamentam têm menos chance de desenvolver alguns tipos de câncer, como os de útero, ovário e mama. O aleitamento também auxilia o útero a voltar para o tamanho normal e proporciona perda de peso para elas.

Confira os principais problemas que podem ocorrer no início do aleitamento e algumas estratégias para solucioná-los:

  1. Bico do seio rachado e dolorido
    Nas primeiras mamadas, é comum que a criança não acerte a “pega” do seio, o que pode ferir o bico do peito da mãe. O recomendado, nesses casos, é que, após cada mamada, a mãe espalhe um pouco de leite no mamilo para evitar o ressecamento. Se a dor estiver muito forte, a indicação é que o leite seja retirado manualmente ou com uma bomba de sucção e que seja administrado para o bebê em um copo ou com uma colher até a cicatrização.
    Como solucionar: pomadas à base de lanolina ajudam na cicatrização.

2. Leite empedrado
É quando o leite não sai, pois o ducto da mama está entupido. Nestas situações, a mulher sente um nódulo no seio, como se fosse um caroço, a pele fica avermelhada e tem muita dor.
Como solucionar: é importante que a mãe use roupas largas e um sutiã que apoie bem os seios sem comprimi-los. Além disso, uma massagem na região deve ser feita para evitar a mastite, infecção associada ao entupimento dos ductos mamários.

3. Inchaço e endurecimento da mama
O inchaço e o endurecimento da mama é chamado de ingurgitamento mamário e ocorre quando existe uma produção elevada de leite. Os sintomas costumam surgir por volta do 2º dia após o parto. Nesses casos, a mulher tem febre, a mama fica avermelhada, a pele brilhante e esticada e o seio tão duro e inchado que amamentar torna-se muito doloroso.
Como solucionar: a recomendação é dar de mamar sempre que o bebê quiser para conseguir esvaziar a mama. Além disso, após a mamada, deve-se aplicar água fria nos seios, com uma compressa ou durante o banho, para diminuir o inchaço e a dor. O ingurgitamento mamário também pode evoluir para uma mastite.

4. Bico do seio invertido ou plano
Ter o bico do seio invertido ou plano não é exatamente um problema, pois o bebê precisa abocanhar a aréola e não o bico do seio. Mas, para facilitar a “pega” é importante que eles estejam visíveis.
Como solucionar: para que a mãe com mamilos planos ou invertidos amamente com tranquilidade é essencial estimulá-los antes das mamadas. O estímulo pode ser feito com a bomba de retirar leite. Outra saída é usar bicos artificiais aplicados sobre os seios para tornar o processo mais fácil.

5. Produção de pouco leite
Produzir pouco leite não deve ser visto como um problema, pois não põe em risco a saúde da mulher nem do bebê. A livre demanda fará com que a produção aumente.
Como solucionar: para aumentar a produção de leite, deve-se deixar o bebê mamar sempre e por quanto tempo ele quiser, oferecendo os dois seios a cada mamada. A mãe também deve aumentar o consumo de alimentos ricos em água, como tomate ou melancia, por exemplo, e beber 3 litros de água por dia ou de chá.

6. Produção de muito leite
Quando existe uma produção muito elevada de leite, há riscos de se desenvolver fissuras, ingurgitamento mamário e mastite. Nesses casos, devido ao excesso de leite a amamentação torna-se mais difícil para a criança, mas não há prejuízos para a saúde dela.
Como solucionar: deve-se procurar retirar o excesso de leite com uma bomba e conservá-lo na geladeira, podendo ser dado mais tarde ao bebê. Outra opção é encaminhar o excedente para a doação. Também é indicado usar um protetor de mamilo de silicone para evitar o excesso de umidade.

(Com informações do portal Tua Saúde)

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