Câncer de colo do útero: saiba mais sobre a doença de Fátima Bernardes

O câncer no colo do útero é uma alteração maligna que envolve as células do órgão e que está normalmente associada à infecção pelo HPV

atualizado 02/12/2020 20:59

Após cinco semanas afastada, Fátima Bernardes retorna à GloboReprodução/TVGlobo

A apresentadora Fátima Bernardes revelou, nesta quarta-feira (2/12), que foi diagnosticada com câncer no colo do útero, também chamado de câncer cervical. Segundo a apresentadora, o tumor está na fase inicial e ela deve tirar uns dias de licença do programa Encontro para fazer uma cirurgia.

O câncer no colo do útero é uma alteração maligna que envolve as células do órgão e que está normalmente associada à infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, do tipo 6, 11, 16 ou 18, que é transmitido por via sexual e promove alterações no DNA das células, favorecendo o desenvolvimento de câncer.

Esse tipo de câncer é mais frequente em mulheres entre 40 e 60 anos, e a sua ocorrência pode ser influenciada por alguns fatores como múltiplos parceiros sexuais, infecções sexualmente transmissíveis, uso prolongado de anticoncepcionais e deficiências nutricionais, por exemplo.

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É importante que o tratamento para o câncer do colo de útero seja iniciado assim que for feito o diagnóstico, pois assim é possível evitar complicações e alcançar a cura.

O câncer do colo de útero está normalmente relacionado à infecção pleo HPV, no entanto nem todas as mulheres que tiverem contato com esse vírus irão desenvolver câncer, isso porque em alguns casos o vírus pode ser eliminado seguindo o tratamento recomendado pelo ginecologista.

No entanto, alguns tipos de HPV, principalmente os tipos 6, 11, 16 e 18, conseguem resistir ao tratamento indicado e provocar alterações nas células do tecido uterino, favorecendo o desenvolvimento do câncer de colo de útero.

A principal forma de prevenir o câncer de colo do útero é evitar a infecção pelo HPV ou identificar e tratar a doença logo no início, sendo o diagnóstico inicial possível por meio da realização do exame preventivo, o Papanicolau. A evolução do HPV é lenta e pode demorar entre 15 e 20 anos até que o vírus cause câncer, e por isso o acompanhamento com o ginecologista e o tratamento adequado da doença são eficazes para prevenir complicações e prevenir o câncer

(Com informações do Tua Saúde)

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