Arritmia cardíaca: saiba o que é, as causas, como identificar e tratar

Na maioria dos casos, o paciente não corre riscos e o descompasso é pontual. Mas as arritmias malignas, se não tratadas, podem levar à morte

Andrey Mitrofanov/iStockAndrey Mitrofanov/iStock

atualizado 23/01/2019 19:57

A arritmia é uma alteração do ritmo cardíaco onde o coração, em vez de bater em intervalos regulares e com a mesma intensidade, o faz de forma desregulada. Esses episódios geralmente duram apenas alguns segundos ou minutos e, em muitos casos, nem são notados.

A maioria das pessoas com arritmia não corre qualquer risco, uma vez que o ritmo cardíaco se altera devido a uma causa específica, como o consumo de bebidas estimulantes, por exemplo. Nesses casos, basta eliminar o que provoca o descompasso ou evitá-lo para que não exista alteração no funcionamento do órgão.

Porém, existem arritmias consideradas malignas que, quando não são devidamente tratadas, podem causar parada cardíaca.

Quando a arritmia pode ser grave
A arritmia pode ser considerada grave ou maligna quando surge devido a uma alteração no funcionamento elétrico do coração ou quando o músculo cardíaco está afetado por alguma doença. Nesses casos, a causa é mais difícil de evitar e, por isso, existe um risco maior de o ritmo ficar alterado por mais tempo, elevando as chances de uma parada cardíaca.

Além disso, em pessoas com fibrilação atrial, há chances de se formarem coágulos, que podem se desprender e chegar ao cérebro causando um AVC.

Os sintomas
O paciente geralmente só começa a sentir a arritmia cardíaca quando ela é consequência de uma doença maligna. Em geral, ela traz consigo alguns sintomas: cansaço e sensação de fraqueza, tontura, mal estar, desmaios, batimentos cardíacos acelerados ou lentos, sensação de nó na garganta, falta de ar, dor no peito, palidez e suor frio.

Por isso, ao sentir esses sinais, ou se já tiver problemas prévios no coração, consulte-se com o cardiologista pelo menos uma vez ao ano para fazer o tratamento adequado e prevenir complicações.

Causas da arritmia cardíaca
A doença pode ser provocada por diferentes motivos:

  • Pressão alta;
  • Doença coronariana;
  • Problemas na tireoide, como o hipertireoidismo;
  • Desequilíbrios químicos no sangue, como concentração de sódio, potássio ou cálcio alterados;
  • Alguns medicamentos, como os betabloqueadores, psicotrópicos e as anfetaminas;
  • Doenças do coração desde o nascimento;
  • Exercício físico vigoroso;
  • Complicação após cirurgia cardíaca;
  • Insuficiência cardíaca ou história de ataque cardíaco;
  • Doença de chagas;
  • Anemia;
  • Envelhecimento.

Outros fatores, como consumo excessivo de cafeína e álcool, uso de drogas e cigarro, ansiedade e estresse também podem precipitar uma arritmia cardíaca.

Tratamento
O tratamento depende da arritmia em questão, dos sintomas apresentados pelo paciente e pela presença ou não de outras doenças cardíacas:

Tratamento para arritmia benigna
Nesses casos, não são necessárias intervenções, mas o cardiologista poderá indicar medicamentos para diminuir os sintomas de taquicardia e a realização de exames periódicos.

Tratamento para arritmia maligna
Há diferentes métodos para tratar os casos malignos, que devem ser baseados no tipo da arritmia:

  • Medicamentos;
  • Cirurgia para colocação de marca-passo: o aparelho assumirá o comando dos batimentos cardíacos conforme o médico programar;
  • Cardioversão elétrica: é utilizada para reorganização do ritmo do coração, geralmente após tentativas com medicamentos injetáveis;
  • Cirurgia de ablação: um tipo de cauterização, produzindo uma queimadura extremamente localizada e precisa, que irá impedir ou dificultar novas crises de arritmia;
  • Mudança nos hábitos de vida: parar de consumir álcool, café, refrigerantes, alguns tipos de chá, e de usar cigarro e drogas.

É importante destacar que as arritmias malignas podem piorar com esforço físico, trazendo complicações como falência do coração e morte. Portanto, logo que os sintomas sejam percebidos, deve-se procurar um cardiologista para que as condutas sejam definidas o mais brevemente possível.

Com informações do portal Tua Saúde.

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