Aprenda a evitar e a cuidar da mononucleose, a “doença do beijo”

Em época de Carnaval, quando se bebe muito e come pouco, a imunidade cai e isso abre as portas para infecções

atualizado 01/02/2019 13:30

SanneBerg/istock

Uma das doenças mais comuns da época de carnaval é a mononucleose, também conhecida como “doença do beijo” – não só pela folia, mas pela baixa imunidade dos foliões. Muito álcool, pouca comida e o sol forte são a receita certa para diminuir a capacidade do corpo de se proteger e, dessa maneira, abrir as portas para vírus e infecções.

A mononucleose infecciosa é uma doença viral que se transmite, principalmente, pelo contato com a saliva do indivíduo contaminado e que causa sintomas como febre, dor de cabeça, dor e inflamação da garganta, inchaço das ínguas, especialmente do pescoço, placas esbranquiçadas na garganta e na boca, cansaço intenso e aumento do baço.

A mononucleose tem cura quando o tratamento é realizado de maneira correta. No entanto, recomenda-se realizar exames para confirmar que o vírus foi totalmente eliminado, já que é comum não apresentar sintomas e continuar com o ele no organismo.

Como cuidar
O tratamento para mononucleose infecciosa deve ser feito com medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar a dor e a febre, medicamentos antivirais para diminuir a produção do vírus, além de repouso e reforço na hidratação.

Normalmente, o cuidado dura cerca de três semanas, e a clínica geral é a especialidade médica mais indicada para recomendar o tratamento. Quando os sintomas são intensos e o paciente não está respondendo aos medicamentos, corticoides podem ser administrados. O uso de antibióticos não é recomendado, exceto se o paciente apresentar uma infecção bacteriana secundária à mononucleose. Uma opção natural para complementar a medicação é fazer gargarejos com água e sal para diminuir a dor e a inflamação da garganta.

Recomendações para mononucleose
Lavar as mãos várias vezes ao dia e, principalmente, depois de terem sido colocadas na boca;
Evitar esforços, exercícios físicos e contato íntimo durante cerca de seis a oito semanas para não ocorrer ruptura do baço;
Evitar beijar;
Evitar compartilhar objetos contaminados com saliva, como talheres, copos ou qualquer outro utensílio que foi colocado na boca.

Sinais de melhora da mononucleose
É possível perceber que a infecção está melhorando pela diminuição e o desaparecimento da febre e do inchaço das ínguas do pescoço, alívio das dores de garganta e de cabeça e ausência das placas esbranquiçadas da boca e garganta. Os sintomas, geralmente, desaparecem em duas ou três semanas. O cansaço pode persistir por meses.

Sinais de piora da mononucleose
Os sinais de piora da mononucleose incluem dor abdominal intensa, aumento das ínguas do pescoço, da inflamação, dor de garganta e aumento da febre. Quando o indivíduo manifesta sinais de piora, pode ser necessário interná-lo para administração de remédios na veia.

Complicações da mononucleose
As complicações da mononucleose surgem apenas quando ela não é devidamente tratada. Alguns exemplos podem ser meningite, ruptura do baço, infecção na garganta, hepatite, convulsão e movimentos descoordenados.

Tratamento para mononucleose infantil
Geralmente é feito em casa, pois a criança deve ficar em repouso até a melhora dos sintomas, não devendo, por isso, ir à escola durante esse período. O tratamento inclui medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios prescritos pelo pediatra. Não é recomendado administrar aspirina, pois ela pode causar síndrome de Reye, que resulta em inflamação do cérebro e acúmulo de gordura no fígado.

Com informações do portal Tua Saúde.

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