A cor do cocô pode indicar problemas de saúde

O odor dos gases, a coloração do cocô e o número de vezes que se vai ao banheiro são parâmetros importantes para avaliar a saúde do corpo

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atualizado 07/02/2019 16:05

O odor dos gases, a cor do cocô e o número de idas ao banheiro são parâmetros importantes para monitorar a saúde do intestino. Muitas vezes essas características servem como formas de diagnosticar problemas como Síndrome do Intestino Irritável, má alimentação e incontinência anal.

As fezes são restos sólidos ou semissólidos dos alimentos que não foram digeridos e absorvidos pelo intestino delgado. Sendo assim, o esperado das fezes é uma consistência mole, com uma forma ligeiramente alongada. A cor natural é marrom, devido à bile produzida pelo fígado. O ideal é que a consistência e a forma não causem dor ou dificuldade para evacuar. Pequenas variações podem ocorrer por conta de um ou outro alimento específico.

Cocôs com coloração verde significam que estão passando muito rápido pelo intestino, já os de cor amarela indicam excesso de gordura no organismo ou má absorção. Para garantir um processo digestivo mais completo é essencial mastigar bem os alimentos.

Os cocôs brancos podem indicar obstrução do ducto biliar. Já cocôs de cor marrom bem escuro podem indicar possíveis sangramentos e, por fim, fezes com sangue são sinal de alerta para procurar um médico. A cor avermelhada indica sangue, que pode ser decorrente de hemorroida e fissura anal ou, até, doenças mais sérias, como câncer.

A intensidade do odor dos gases e das fezes também vai variar de acordo com a alimentação. Em geral, o consumo de carne vermelha ou alimentos condimentados pode gerar fezes com um odor mais acentuado. Produtos industrializados também deixam o odor mais carregado.

Outro indicativo para avaliar a saúde intestinal é observar a frequência com que se vai ao banheiro evacuar. É considerado saudável de três vezes por dia até uma vez a cada três dias. Ir demais ao banheiro em um único dia pode significar deficiência na capacidade de digerir alimentos ou até reação a algum alimento, comum em casos de alergias como à proteína do leite de vaca.

A maioria das mudanças nas fezes se dá por distúrbios funcionais intestinais, relacionados à microbiota, à dieta, ao sistema nervoso e a comportamentos e hábitos de vida.

Com informações Portal Tua Saúde.

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