Tarcísio sinaliza que pode reajustar tarifa do metrô até fim de ano
Tarcísio de Freitas afirmou que eventual reajuste da tarifa ainda será discutido, mas lembrou histórico recente de correção pela inflação
atualizado
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sinalizou nesta quinta-feira (18/12) que pode reajustar pela inflação a tarifa de metrô e trens no estado no final do ano.
Tarcísio disse que o eventual reajuste ainda será discutido, adiantando que, caso que ele ocorra, o estado teria de pagar cerca de R$ 5 bilhões de subsídio para manter o equilíbrio do sistema.
“É uma coisa que a gente ainda vai estudar e discutir. A linha que temos adotado e adotamos nos dois anos passados foi a de considerar a inflação no período como o grande indexador da tarifa para manter a sustentabilidade financeira do sistema e um nível de aporte”, disse o governador durante evento no Palácio dos Bandeirantes em que apresentou um balanço de sua gestão em 2025.
“Vamos supor que a gente repassasse a inflação do período este ano para a tarifa. Ainda assim, você teria que trabalhar com mais ou menos R$ 5 bilhões desse subsídio para manter o transporte. Então, essa é uma discussão que a gente está tendo. Não tem nada concluído ainda, mas vamos sentar com a Prefeitura para discutir”, completou.
Embora operem modais diferentes, o governo estadual e a Prefeitura de São Paulo costumam definir juntos os reajustes no transporte sob trilhos e nos ônibus, respectivamente, já que a alteração também mexe no preço da integração das passagens entre um e outro.
Prefeitura
Nessa semana, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que vai trabalhar para que não haja “aumento real” na passagem de ônibus e que deve receber os estudos da SPTrans depois de sábado (20/12) para que a decisão seja tomada.
“No final do ano, a gente recebe os estudos da SPTrans que trazem todo um panorama com relação ao custeio do sistema, do subsídio, do preço do diesel e também da questão do que a gente tem de possibilidade de arrecadação por conta da tarifa. (…) Assim que eles me apresentarem, a gente senta com o governo de estado, porque tem a questão do metrô também, não tem uma vinculação, mas até por uma questão de integração, a gente senta para poder falar. E aí a gente vai apresentar se vai ter ou não”, disse o prefeito.
“Vamos trabalhar bastante para que não tenha aumento real. O ideal é manter congelada a tarifa. Se a gente não conseguir, que a gente não passe da inflação. Mas isso, como eu disse, vai depender dos estudos que eles vão estar me trazendo”, disse Nunes.
