Nunes xinga Vorcaro durante evento: “Desgraçado. Tomara que morra lá”. Vídeo
Prefeito de SP, Ricardo Nunes (MDB) fez críticas e chegou a desejar a morte do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, durante evento na sexta (6/3)
atualizado
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), xingou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde a última quarta-feira (4/3) e que deixou penitenciária no interior de São Paulo rumo a um presídio federal, em Brasília, após transferência determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Veja o vídeo:
“Ainda bem que o desgraçado tá preso. Você imagina aquele desgraçado, que vivia em jatinho, rapaz, fazendo festa de milhões [e] agora preso lá na cadeia. Eu vi que a cela dele tem nove metros… Tomara que morra lá até apodrecer”, declarou o prefeito paulistano durante evento público na zona leste da cidade, na sexta-feira (6/3).
Neste sábado (7/3), Ricardo Nunes reiteirou as críticasao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e voltou a chamá-lo de “desgraçado”. A justificativa para o xingamento foi uma das mensagens obtidas durante a investigação da Polícia Federal (PF) na qual Vorcaro diz a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, que o aliado teria que “moer a vagabunda”, em razão de um a um suposto desentendimento com uma funcionária doméstica.
“Amanhã é Dia das Mulheres, infelizmente os dados são ruins… Olha, acho que a gente, primeiro, repudiar veementemente falas como, por exemplo, o Daniel Vorcaro. Eu estou indignado dele estar combinando ali com o seu capanga de moer uma mulher porque ela está ali o incomodando… Ele tem que responder pelos crimes financeiros, mas responder por isso, responder pela fala de mandar quebrar os dentes de um jornalista… Porque a gente não pode aceitar que um desgraçado desse vá falar que ele queimou uma mulher, porque essa mulher está sendo ali, de uma certa forma, alguém que não está defendendo ou participando dos interesses dele”, declarou Ricardo Nunes.
Vorcaro preso
Daniel Vorcaro deixou a Penitenciária II Potim, no interior de São Paulo, no fim da manhã de sexta-feira (6/3), rumo a um presídio federal, em Brasília. A transferência acontece após Tribunal Federal (STF), na noite da última quinta-feira (5/3).
O ministro André Mendonça, do Supremo, acolheu o pedido da Polícia Federal (PF), que apontou a necessidade imediata da mudança do banqueiro, visando à manutenção de sua integridade física.
Vorcaro foi escoltado de Potim ao Aeroporto de São José dos Campos – uma viagem de 82 quilômetros –, onde embarcou às 13h20 em uma aeronave da PF.
Vorcaro preso
- Vorcaro e o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, foram presos na última quarta-feira (4/3).
- Eles são investigados pela terceira fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
- Primeiro, os dois foram levados à sede da Polícia Federal na Lapa, na zona oeste de São Paulo.
- Depois de audiência de custódia, foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, na região metropolitana da capital.
- Vorcaro e Zettel passaram a noite de quarta-feira no CDP II.
- Na quinta-feira (5/3), os dois foram transferidos para a Penitenciária II Potim, no Vale do Paraíba, interior de SP.
- No estabelecimento prisional estadual, os dois permaneceriam isolados por 10 dias, mas Vorcaro teve a transferência autorizada para o sistema federal, no qual dará entrada nesta sexta-feira.
- Zettel permanece preso em Potim.
No pedido de transferência, a PF argumentou que a lei prevê a inclusão “em estabelecimentos penais federais de segurança máxima aqueles para quem a medida se justifique no interesse da segurança pública ou do próprio preso condenado ou provisório”.
Para a PF, a Penitenciária Federal em Brasília apresenta condições institucionais que “permitem monitoramento mais próximo da execução da custódia, considerando a localização da unidade em relação aos órgãos responsáveis pela condução da investigação e pela supervisão judicial das medidas cautelares adotadas no âmbito do STF”.
O dono do Banco Master tem “capacidade de influência institucional” já evidenciada, ainda segundo a PF, que considera a penitenciária em Brasília o “ambiente dotado de estrutura de segurança compatível com a complexidade e a sensibilidade do caso em investigação”.



















