MPSP: defesa de PM que matou campeão de jiu-jítsu ofendeu promotor

Advogados do ex-tenente da PM Henrique Velozo, acusado de matar o campão de jiu-jítsu Leandro Lo, teriam ofendido promotor

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Devido a desentendimento entre as partes, júri Henrique Octávio de Oliveira Velozo, que estava acontecendo nesta terça (5), foi dissolvido. PM foi demitido por Tarcisio - Metrópoles
1 de 1 Devido a desentendimento entre as partes, júri Henrique Octávio de Oliveira Velozo, que estava acontecendo nesta terça (5), foi dissolvido. PM foi demitido por Tarcisio - Metrópoles - Foto: Reprodução

O júri do ex-tenente da Polícia Militar Henrique (PM) Octávio de Oliveira Velozo (foto em destaque, à direita), preso por matar com um tiro na cabeça o campeão mundial de jiu-jitsu Leandro Lo (foto em destaque, à esquerda), foi adiado porque a defesa do réu ofendeu o promotor do caso, afirmou o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Em nota, divulgada nesta quarta-feira (6/8), o órgão informou que integrantes da defesa do réu Henrique Velozo dirigiram ofensas ao promotor durante os andamentos do Tribunal do Júri, que acontecia no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, nessa terça (5/8).

Segundo o MPSP, as ofensas motivaram a dissolução do Conselho de Sentença e o adiamento do júri, agora previsto para ocorrer em 12 de novembro, “prolongando a dor dos familiares da vítima Leandro Lo, assassinado aos 33 anos de idade em 7 de agosto de 2022”, disse o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa.

Conforme a nota, a defesa também expôs, de forma indevida, a imagem do promotor em redes sociais.

“O Ministério Público reafirma sua confiança na atuação do doutor João Carlos Calsavara, que conta com integral apoio desta Procuradoria-Geral de Justiça e seguirá envidando todos os esforços necessários para que a responsabilização penal do acusado seja devidamente alcançada, garantindo-se à família e à sociedade a efetiva prestação jurisdicional que o caso requer”, finaliza a nota.
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Fátima e o filho, Leandro Lo
Leandro Lo, 33 anos, teve morte cerebral após ser baleado, na madrugada deste domingo (7/8)
Leandro Lo e o PM Henrique Velozo
Leandro Lo foi baleado na cabeça durante festa em São Paulo
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Leandro Lo foi baleado na cabeça durante festa em São Paulo

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Fátima e o filho, Leandro Lo
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Fátima e o filho, Leandro Lo

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Leandro Lo, 33 anos, teve morte cerebral após ser baleado, na madrugada deste domingo (7/8)
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Leandro Lo, 33 anos, teve morte cerebral após ser baleado, na madrugada deste domingo (7/8)

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Leandro Lo e o PM Henrique Velozo
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Leandro Lo e o PM Henrique Velozo

Redes sociais/Reprodução

Segunda vez que o júri foi adiado

Esta foi a segunda vez que o Tribunal do Júri, que pode condenar o ex-tenente por homicídio qualificado, foi adiado. Uma primeira sessão, agendada para o dia 22 de maio, mas foi suspensa pelo desembargador Marco Antônio Cogan.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), os advogados do réu alegaram, um dia antes da sessão, que o juiz prejudicou o direito de defesa ao cancelar os depoimentos dos peritos particulares contratados por eles.

Em junho deste ano, o tenente Henrique Otávio Oliveira Veloso foi exonerado da Polícia Militar por decisão do Tribunal de Justiça Militar (TJM). No relatório do Conselho de Justificação assinado pelo relator Clóvis Santinon, obtido pelo Metrópoles, o agora ex-oficial da PM “praticou condutas que constituem faltas disciplinares graves”.


Relembre o caso

  • O lutador Leandro Lo, na ocasião com 33 anos, se envolveu em uma discussão com o tenente da PM durante um show em um clube de São Paulo, em agosto de 2022.
  • Após o desentendimento, o agora ex-policial Henrique Otávio Oliveira Velozo foi até a mesa do campeão mundial com uma garrafa. Ele foi derrubado e imobilizado por Lo.
  • O ex-tenente, depois de ser solto pelo lutador, levantou-se, sacou uma arma e atirou na cabeça do atleta.
  • O ex-PM foi preso em flagrante. Ele também treinava jiu-jitsu, mas de forma amadora.
  • Henrique Otávio foi indiciado pela polícia e denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por homicídio com três qualificadoras, por motivo torpe, meio cruel e que impossibilitou a defesa da vítima, cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão, segundo o Código de Processo Penal.

O ex-PM ainda responde por um processo administrativo na Justiça Militar. A reportagem tentou contato com a defesa de Henrique, mas não houve retorno. O espaço segue aberto.

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