Itamaraty acompanha caso de paulista morto após ir à Guerra na Ucrânia
Leonardo Ribeiro dos Santos, de 33 anos, atuava em pelotões de estrangeiros durante Guerra na Ucrânia e foi atingido por uma granada
atualizado
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O Ministério das Relações Exteriores informouao Metrópoles, nesta quarta-feira (7/1), que está acompanhando de perto o caso do eletricista paulista Leonardo Ribeiro dos Santos, que morreu ao ser atingido por uma granada durante o conflito entre Rússia e Ucrânia. A Embaixada do Brasil em Kiev mantém contato direto com a família do soldado, prestando assistência consular e dialogando com as autoridades locais.
A atuação consular do Brasil segue a legislação internacional e nacional, e visa oferecer apoio à família sem comprometer o direito à privacidade. Em nota, o Itamaraty reforçou que não divulga informações pessoais de cidadãos e que os detalhes sobre a assistência prestada são resguardados.
Leonardo Ribeiro dos Santos, de 33 anos, natural de Ilha Solteira, no interior de São Paulo, morreu em combate durante a guerra na Ucrânia no dia 26 de dezembro de 2025. Ele atuava como soldado em pelotões de estrangeiros que apoiam o exército ucraniano e foi atingido durante um ataque das forças russas.
Antes de se engajar no conflito, Leonardo havia trabalhado como eletricista na empresa Energisa, no Mato Grosso do Sul, até junho de 2025. Filiado ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria, Comércio e Energia do Mato Grosso do Sul (Sinergia-MS), ele manteve uma trajetória marcada por coragem e pela busca de propósito, decisões que o levaram a seguir seu sonho pessoal e se envolver na defesa da Ucrânia.
Segundo o Sinergia-MS, Leonardo foi atingido por uma granada, socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu devido a uma infecção provocada por bactéria. O sindicato manifestou pesar pelo falecimento, prestou solidariedade à família, amigos e colegas e destacou a importância da trajetória do eletricista, ressaltando o respeito e reconhecimento que sua história merece.
Alerta do Itamaraty sobre brasileiros em conflitos no exterior
Em julho do ano passado, Ministério das Relações Exteriores publicou um alerta para reforçar os riscos para cidadãos brasileiros que se alistam voluntariamente em forças armadas estrangeiras em zonas de conflito. Além do perigo à vida, há possibilidade de persecução legal, dificuldades para interromper a participação e assistência consular limitada.
O Itamaraty recomenda recusar convites ou ofertas de trabalho em exércitos estrangeiros. Brasileiros em áreas de conflito que precisarem de apoio devem procurar as embaixadas do Brasil ou o plantão da Divisão de Comunidades Brasileiras e Assistência Consular.








