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São Paulo

Grupo é preso por tráfico ilegal e maus-tratos de macacos no litoral

Macacos foram encontrados confinados em uma gaiola sem comida, água ou ventilação. Criminosos simulavam venda para disfarçar o tráfico

13/11/2025 13:43, atualizado 13/11/2025 13:47
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Divulgação/Polícia Civil
Imagem colorida de macacos presos em uma gaiola - Metrópoles

Quatro suspeitos foram presos, nessa terça-feira (11/11), por tráfico de animais silvestres em Santos, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, os criminosos foram flagrados vendendo dois macacos-prego vítimas de maus-tratos e em perigo de extinção.

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Os suspeitos, de 19, 31, 34 e 71 anos, foram identificados após uma denúncia anônima à polícia. Equipes da corporação foram enviadas para monitorar um edifício na Rua Roberto Sandall, no bairro Ponta da Praia, quando flagraram a entrega de uma gaiola retirada do porta-malas de um carro preto.

Dentro dela, dois macacos-prego estavam confinados há cerca de quatro horas, sem comida, água ou ventilação, caracterizando maus-tratos graves. Conforme a polícia, na entrega dos animais, os envolvidos agiam de forma coordenada: um era o negociador, outros dois, que são pai e filho, eram responsáveis pelo transporte, e uma quarta pessoa trouxe o articulador do crime de Itanhaém a Santos mediante pagamento via Pix.

Durante a abordagem policial, foi constatado que um dos indiciados já havia respondido por tráfico de animais e maus-tratos, e outro tentou resistir à prisão. Apesar da resistência, os quatro acabaram presos em flagrante.

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A denúncia anônima ainda acusava os suspeitos de traficarem ilegalmente uma iguana, que não foi localizada pela polícia. Segundo a corporação, o mercado ilegal é lucrativo: macacos-prego podem atingir valores superiores a R$ 5 mil no comércio legal, enquanto iguanas chegam a R$ 1,5 mil.

Os animais foram resgatados e encaminhados para cuidados adequados. Todos os indiciados foram autuados em flagrante, e a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, diante da gravidade dos fatos e da necessidade de garantir a ordem pública.