Enel: Nunes rebate ministro de Lula e fala em “interesse oculto”

Nunes diz que ministro de Minas e Energia não está “à altura” do cargo ao dizer que prefeito e governador estão “chorando” contra renovação

atualizado

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Prefeitura de SP
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB)
1 de 1 O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) - Foto: Prefeitura de SP

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), rebateu nesta quarta-feira (5/11) o ministro Alexandre Silveira (PSD), após o titular de Minas e Energia dizer que o contrato com a Enel pode ser renovado mesmo com o “choro” de Nunes e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O prefeito da capital, que vive uma batalha contra a empresa de distribuição de energia, afirmou que a fala de Silveira “não está à altura de um ministro” e insinuou que Silveira pode ter algum “interesse oculto” na antecipação da renovação de contrato com a Enel.

“É uma fala de alguém que está muito aquém de exercer com dignidade esta função, até por conta das suas ações. Cabe indagar qual que é o interesse dele, que me parece bem oculto, de querer forçar uma antecipação de renovação de contrato. As relações dos amigos dele, como a indicação de um amigo dele para ser presidente do conselho da Enel, pode nos direcionar para algum questionamento”, ameaçou Nunes após ser questionado sobre o tema durante agenda no centro da capital.

Na última semana, Silveira alegou que não há politização nas discussões sobre a renovação do contrato e que o governo federal não pode gerar “dubiedade” para o setor privado.

“É fundamental que a gente sinalize que não há politização nessa questão. Se o prefeito quiser chorar, se o governador de São Paulo quiser chorar, não tem problema. Se tiver certo, vamos renovar. Se tiver errado, mostra o que está errado, dá um despacho lá, tem coragem de fazer, enterra e acabou. Não vamos pedir a favor de ninguém, mas não vamos politizar nem deixar dubiedade para o setor privado, que nós precisamos tanto atrair investimentos”, disse Silveira durante um evento no Rio de Janeiro na semana passada.

De responsabilidade da União, o contrato de concessão da Enel é criticado frequentemente por Nunes e por Tarcísio devido aos problemas que a empresa apresenta no reestabelecimento de energia em épocas de chuva. A concessionária é responsável pelo fornecimento de energia para cerca de 8 milhões de pessoas na capital paulista e em outros 23 municípios da região metropolitana.

“O governador de São Paulo e o prefeito de São Paulo estão careca de saber a importância da renovação. Todos os itens que o governador Tarcísio cita reiteradamente que são importantes de serem agregados à qualidade de serviço da prestadora de energia no estado de São Paulo estão contemplados no novo contrato”, afirmou o ministro.

Ao rebater Silveira, Ricardo Nunes disse ainda que “quem está chorando é a população” e disse que a empresa não cumpre as promessas de melhorar o serviço.

“Ele não está à altura de ministro ao fazer uma colocação dessa e dizer que o prefeito e o governador de São Paulo têm que parar de chorar. Porque na verdade quem está chorando é a população, são as pessoas que ficam dias sem energia, as empresas que querem trabalhar e produzir que não têm a sua energia ligada. E essa empresa não está aqui recentemente,  são 15 anos e sempre falando que vai melhorar o seu serviço e não melhora”, disse o prefeito de São Paulo.


Avaliação adiada

  • Nessa terça-feira (4/11), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) adiou a decisão sobre o futuro da concessão da Enel Distribuição São Paulo, após uma série de apagões deixar milhares de moradores sem luz na cidade.
  • O diretor Gentil Nogueira pediu mais tempo para analisar o processo aberto em outubro de 2024, que pode levar à caducidade do contrato com a Prefeitura de São Paulo, a ser vencido em 2028. O Ministério de Minas e Energia é a instância a dar a palavra final, após a Aneel fazer suas recomendações sobre o caso.
  • O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), já afirmou ser contra a renovação do contrato, além de que queria “se livrar dessa empresa aqui na nossa cidade“.
  • O processo foi uma resposta às falhas de fornecimento de energia registradas na Grande São Paulo, que geraram revolta entre moradores e cobranças de autoridades. Cerca de 950 mil imóveis ficaram sem luz na capital, quase um quinto das unidades consumidoras.
  • Na reunião pública dessa terça, a relatora Agnes Costa votou para manter a fiscalização sobre a empresa e sugeriu que o acompanhamento regulatório siga até março do ano que vem. No entanto, com o pedido de vista de Nogueira, a decisão final ficou suspensa.

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