Creche no interior de SP é alvo de denúncia de maus-tratos e violência
Direção da creche afirmou que nenhuma criança foi submetida a violência, maus-tratos ou situação degradante e que vai apurar os fatos
atualizado
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Mães estão denunciando uma creche particular localizada no bairro Solo Sagrado, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, por ter deixado as crianças em situação de maus-tratos, além de situações de violência e degradantes.
As mulheres compareceram à Central de Flagrantes do município no sábado (13/12) para registrar as denúncias. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), “as crianças estariam sendo mantidas presas em uma varanda sob calor intenso, com alimentos expostos e em condições insalubres”.
Segundo, as apurações as crianças também teriam sido alvo de ofensas verbais e retornado para casa com hematomas, mordidas e outras marcas pelo corpo, sem explicações plausíveis por parte dos responsáveis pela creche.
Em nota publicada nas redes sociais, a direção do estabelecimento afirmou que “as imagens e vídeos que vêm sendo compartilhados foram registrados e divulgados fora de contexto, de forma parcial e distorcida, por ex-funcionárias que já haviam solicitado desligamento da instituição” e que “o material divulgado não reflete a rotina, os valores, nem o padrão de cuidado adotado pela escola ao longo de sua trajetória”.
No texto, a creche esclarece que algumas das situações pontuais flagradas nos vídeos já foram corrigidas e foram decorrentes de falha funcional específica “e não de qualquer prática reiterada de negligência, abuso ou maus-tratos”.
A direção do estabelecimento também garante que as condutas dos funcionários sempre foram amparadas nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (EJA). Os donos da creche estão adotando as medidas legais cabíveis, tanto na esfera criminal quando cível, para apurar os fatos.
O Metrópoles procurou a Secretaria Municipal de Educação de Rio Preto, que esclareceu que o local citado não possui registro como escola de educação infantil e, portanto, não está sob a supervisão da pasta. Segundo a secretaria, a creche trata-se de uma empresa de recreação e lazer.
O caso foi registrado como maus-tratos, afirmou a SSP. Diligências seguem em andamento para o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.
