Câmaras Municipais de SP custaram mais de R$ 3,1 bi em um ano, diz TCE
Câmaras de Vereadores de SP ficam mais caras e custo chega a R$ 3,1 bilhões, mesmo sem considerar a capital, diz TCE
atualizado
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São Paulo – Com custo superior a R$ 3,1 bilhões em um ano, as Câmaras de Vereadores distribuídas por São Paulo se tornaram ainda mais caras para o cidadão paulista. É o que aponta levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), divulgado neste mês.
O balanço do TCE considera gastos com manutenção e custeio de 644 Câmaras Municipais, com plenários que vão de nove a 34 cadeiras. Só os dados da capital não são incluídos no levantamento.
Ainda assim, a cifra total chegou a R$ 3.115.971.319,91. Esse valor é referente à atividade de 6,9 mil vereadores em São Paulo, no período entre setembro de 2021 e agosto de 2022. Com isso, o “custo-legislativo” ficou, em média, em R$ 90,97 para cada cidadão.
O índice é maior do que os R$ 85,96 por pessoa, calculado de maio de 2021 a abril de 2022. Já no período anterior, o gasto total havia sido de R$ 2,9 bilhões.
Ranking
Entre as cidades com maior custo por vereador, Osasco, na Grande São Paulo, aparece em primeiro lugar, com gasto de R$ 3,4 milhões por cada cadeira. Em seguida, aparecem os municípios de Campinas (R$ 3,2 milhões), Santos (R$ 3 milhões), Guarulhos (R$ 3 milhões) e São José dos Campos (R$ 3 milhões).
Ainda segundo o levantamento, 11 Câmaras Municipais têm gastos acima da capacidade de arrecadação própria do município. Nesse caso, o ranking é liderado pela cidade de Flora Rica, com gasto legislativo representando 155,6% da receita.
