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Amigos protestam após morte suspeita de PM: “Existe ditadura no quartel”

Gisele Alves foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas familiares apontam feminicídio

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Imagem colorida de participantes de ato pedindo justiça por Gisele. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de participantes de ato pedindo justiça por Gisele. Metrópoles - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Familiares e amigos da policial militar Gisele Alves Santanaencontrada morta no apartamento em que morava, no Brás, região central de São Paulo, protestam neste sábado (28/2), em frente à Corregedoria da Polícia Militar (PMSP).

Uma das manifestantes reclamou de “negligência” da corporação para a qual Gisele trabalhava. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas pessoas próximas apontam para possível feminicídio.

“O silêncio que tem aqui agora não é de omissão, talvez de alguns, mas não na sua totalidade. É um silêncio que vem de uma hierarquia, de uma corporação arcaica, que da porta para dentro do quartel existe uma ditadura e que todos eles passam por isso em silêncio, aí a Gisele também passava por isso”, disse uma manifestante.

O ato começou na Rua Alfredo Maia, no bairro da Luz, por volta das 9h da manhã. Os participantes, então, seguiram caminhando e pedindo “justiça” pela morte, investigada atualmente como suspeita.

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Ato por Gisele contou com familiares e amigos e ocorreu na porta da Corregedoria da PM em SP
Amigos e familiares realizaram um ato pedindo Justiça por Gisele, PM encontrada morta em SP
Gisele Alves Santana foi encontrada morta dentro do apartamento, no Brás
O ato aconteceu na frente da Corregedoria da PM, no centro de SP
Ato questionou a atuação da investigação e a versão de suicídio
Ato pediu justiça por Gisele
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Ato pediu justiça por Gisele

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Ato por Gisele contou com familiares e amigos e ocorreu na porta da Corregedoria da PM em SP
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Ato por Gisele contou com familiares e amigos e ocorreu na porta da Corregedoria da PM em SP

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Amigos e familiares realizaram um ato pedindo Justiça por Gisele, PM encontrada morta em SP
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Amigos e familiares realizaram um ato pedindo Justiça por Gisele, PM encontrada morta em SP

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Gisele Alves Santana foi encontrada morta dentro do apartamento, no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta dentro do apartamento, no Brás

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O ato aconteceu na frente da Corregedoria da PM, no centro de SP
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O ato aconteceu na frente da Corregedoria da PM, no centro de SP

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Ato questionou a atuação da investigação e a versão de suicídio
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Ato questionou a atuação da investigação e a versão de suicídio

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PM foi encontrada morta com tiro na cabeça

  • A mulher foi encontrada morta com um disparo na cabeça, no dia 18 de fevereiro, no imóvel onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos.
  • Após a investigação revelar indícios suspeitos, contudo, o caso passou a ser tratado como morte suspeitaUm dos indícios é que a arma usada no suposto suicídio pertence ao marido da vítima.
  • Em depoimento à Polícia Civil, a mãe de Gisele, Marinalva Vieira, também disse que a filha vivia uma relação abusiva com Geraldo Neto.
  • Cinco dias antes da morte, a policial teria ligado para os pais chorando muito, falando que não estava mais aguentando a pressão e pediu para o pai buscá-la em casa.
  • Ainda de acordo com a mãe de Gisele, a filha era proibida de usar batom, perfume e andar de salto alto.
  • Em outra ocasião, a policial também teria tentado se separar do tenente-coronel, o que gerou pânico no homem, que, segundo Marinalva, enviou para a vítima uma foto com uma arma apontada para a própria cabeça.
  • O pai tentou ir até o local para auxiliar a filha, mas ela teria mudado de ideia e afirmado que ainda estava conversando sobre o término.

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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

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O marido também foi ouvido e a polícia aguarda a chegada de exames e laudos periciais para determinar se houve um crime violento ou não.

Quando procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso havia sido classificado como suicídio e, por isso, não divulgou mais informações.

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