Aliado de Nunes critica Sabesp por manter "lodo de fezes" em represas
Presidente da Câmara, Milton Leite defende estudos para privatização da Sabesp e diz que empresa tem passivo com custo "fora do comum"

São Paulo — O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União), aliado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), fez críticas nesta terça-feira (10/10) aos serviços prestados pela Sabesp na cidade e defendeu que o Legislativo faça estudos sobre as condições para a privatização da empresa, defendida pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Na opinião de Milton Leite, a empresa lança “um lodo de fezes” nas represas da capital paulista, criando um passivo ambiental que deveria caber a ela resolver.
“É inconcebível o esgoto jogado na represa de Guarapiranga. Aquele lodo de fezes na nossa caixa d’água trata-se de um passivo ambiental que pertence à Sabesp, que deveria cuidar daquele produto que ela vende para nossa população, que é a água. [O material lançado] é pura fezes”, disse Leite.
As falas foram feitas durante uma reunião com vereadores líderes de bancadas. O assunto foi introduzido por iniciativa do vereador Sidney Cruz (Solidariedade), que defendeu que a Câmara criasse uma comissão de estudos para tratar da privatização.

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Ver todasEscanteado por Tarcísio do governo paulista, Leite já havia indicado que iria requerer que a proposta estadual passasse pela Câmara paulistana antes de ser implementada. A defesa de que a questão do fundo das represas fique a cargo da Sabesp traz necessidades de investimentos extras por parte da empresa. “Isso tem um custo fora do comum”, disse Leite.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO contrato de fornecimento de água e coleta de esgoto entre a Sabesp e a cidade de São Paulo tem uma cláusula que prevê que, caso a empresa seja privatizada, a mudança precisa de um aval da Câmara Municipal. Leite já havia citado o contrato a colegas da Câmara ao tratar da privatização.
Na semana passada, após notícias de que o entendimento do governo sobre o tema era diferente e que a privatização não precisava passar pela Câmara, Leite teve uma reunião com a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. Após o encontro, ela ratificou o entendimento de Leite.
A comissão de estudos da Câmara, que foi defendida após a fala de Leite por vereadores tanto da base de Ricardo Nunes (MDB) quando da oposição, ainda não tem data para ser instalada.


