Forte cheiro de gás assusta moradores da quadra 305 do Sudoeste

Bombeiros foram acionados e, após vistoria na noite desta terça (17), descartaram vazamento. Mas caldeiras terão que passar por manutenção

Moradores do Bloco J da quadra 305 do Sudoeste acionaram o Corpo de Bombeiros na noite desta terça-feira (17/5) depois que um forte cheiro de gás começou a exalar das caldeiras localizadas no subsolo do prédio. De acordo com os condôminos, o odor começou no último domingo (15), mas se agravou.

“Fico preocupada porque moro com crianças e um possível vazamento de gás é uma coisa muito perigosa. Antes, o odor estava só no meu quarto, mas hoje chegou ao cômodo dos meus filhos e à sala”, explica a administradora Fernanda Oliveira, 39 anos, que mora no apartamento localizado acima da chaleira de onde sai o calor das caldeiras, responsáveis por fornecer água quente ao edifício.

Desde domingo, os condôminos tentam achar uma solução para o problema, sem sucesso. Acionaram a empresa de manutenção dos equipamentos, mas foram informados de que não havia nenhum problema, mesmo com a persistência do cheiro.

A situação ficou mais complicada porque, segundo moradores, o síndico do prédio não prestou nenhum apoio durante a situação. “Ele não mora aqui, não atende o telefone nem responde às mensagens dos moradores. Os próprios funcionários dizem que nem adianta tentar ligar para ele”, explica Fernanda.

Na noite desta terça, o bombeiro militar W. Rodrigues, do 45º Grupamento (Sudoeste), explicou aos moradores que não foi detectado vazamento de gás e que o mau cheiro não apresenta riscos. “Não posso explicar qual o problema porque só a empresa responsável poderá fazer isso, mas não há perigo aos condôminos”, assegurou.

1/5
Bombeiros foram acionados para analisar suspeita de vazamento de gás no Sudoeste
Militar acompanha moradores do prédio
Caldeiras do prédio: condôminos ficaram preocupados com o cheiro que exala do local
Os equipamentos foram vistoriados pelos bombeiros
Chaminé de onde sai o calor produzido pelas caldeiras

 

A informação foi corroborada pelo técnico Marcelo Ferreira, da companhia que fornece o gás utilizado nas caldeiras. Ele também atendeu ao chamado dos moradores do edifício e afirmou que o problema pode estar sendo causado por uma falha nos equipamentos. “O que está acontecendo é a queima irregular do gás carbônico. É um problema que precisa ser resolvido por meio da manutenção nas caldeiras”, disse.

Na manhã desta quarta-feira (17), o Metrópoles entrou em contato com a empresa Alternativa, responsável pelos aquecedores a gás do prédio. Segundo um funcionário, a companhia foi informada do incidente e encaminhou uma equipe para avaliar possíveis falhas no sistema de exaustão. Um relatório da visita dos técnicos deve ser entregue no final da tarde. O síndico do edifício não foi localizado até o momento.