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EUA: secretário do Tesouro se diz otimista e descarta recessão em 2026

“Nós preparamos o terreno para uma economia de crescimento muito forte e não inflacionária”, afirmou Scott Bessent, aliado próximo de Trump

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1 de 1 Imagem de Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, demonstrou otimismo em relação ao desempenho da economia norte-americana em 2026 e descartou a possibilidade de o país enfrentar uma recessão no ano que vem.

Em declarações dadas durante entrevista à NBC, nesse domingo (23/11), Bessent afastou o risco de recessão e disse que a economia dos EUA deve começar a ter alguns sinais de “alívio” no início de 2026, após a revisão de acordos comerciais firmados por Trump.

“Estou muito otimista sobre 2026. Nós preparamos o terreno para uma economia de crescimento muito forte e não inflacionária”, afirmou Bessent, um dos aliados mais próximos de Trump.

Ainda segundo o secretário do Tesouro, os custos de saúde devem cair e o governo anunciará novidades nessa área nos próximos dias.

Shutdown e juros

Na entrevista, Scott Bessent reiterou sua preocupação em relação ao desempenho do setor imobiliário, que tem patinado nos últimos meses. O segmento é um dos mais afetados pela taxa de juros no país.

No fim de outubro, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) promoveu o segundo corte consecutivo na taxa de juros dos EUA. A redução foi de 0,25 ponto percentual, levando os juros a se situarem no intervalo entre 3,75% e 4% ao ano – o menor patamar desde novembro de 2022.

A votação não foi unânime. Stephen Miran, novo integrante do Fed indicado por Donald Trump, votou por um corte maior, de 0,5 ponto percentual, enquanto Jeffrey R. Schmid votou pela manutenção da taxa de juros.

A próxima reunião do Fed para definir a taxa de juros, a última do ano, está marcada para os dias 9 e 10 de dezembro.

A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Segundo o secretário do Tesouro, o shutdown – a paralisação de diversos setores da máquina governamental dos EUA, que durou mais de 40 dias e foi a maior da história do país – também pressionou a atividade econômica.

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