Dólar sobe com Trump-China, falas do Fed e balanços nos EUA. Bolsa cai

Na véspera, o dólar encerrou o dia em queda de 0,63%, cotado a R$ 5,37. Ibovespa fechou o pregão em alta de 0,77%, aos 144,5 mil pontos

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Getty Images
Imagens de notas de dólar - Metrópoles
1 de 1 Imagens de notas de dólar - Metrópoles - Foto: Getty Images

O dólar operava em alta nesta terça-feira (21/10), em um dia de agenda de indicadores mais esvaziada, no qual os investidores voltam suas atenções ao cenário econômico internacional.

O mercado segue acompanhando os desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, um dia depois de novas ameaças de tarifas feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Ainda nos EUA, o dia reserva falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) e a divulgação de balanços corporativos importantes, entre os quais os de Netflix e Coca-Cola.


Dólar

  • Às 15h24, o dólar subia 0,24%, a R$ 5,384.
  • Mais cedo, às 13h28, a moeda norte-americana avançava 0,09% e era negociada a R$ 5,376.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,405. A mínima é de R$ 5,37.
  • Na véspera, o dólar encerrou o dia em queda de 0,63%, cotado a R$ 5,37.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 0,91% em outubro e perda de 13,09% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em queda no pregão.
  • Às 15h28, o Ibovespa recuava 0,2%, aos 144,2 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,77%, aos 144,5 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula baixa de 1,18% no mês e valorização de 20,14% no ano.

Guerra comercial EUA x China

O passo a passo da guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas do planeta segue concentrando as atenções do mercado. Nessa segunda-feira (20/10), após um breve período de trégua, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar a China com tarifas mais altas. O republicano afirmou que existe a possibilidade de os EUA taxarem os produtos exportados pelos chineses em 155% a partir de 1º de novembro, caso Washington e Pequim não cheguem a um acordo comercial.

No último dia 10, o presidente norte-americano já havia dito que imporia sobretaxas de 100% sobre os produtos da China. A penalização, disse Trump, seria resultado de medidas anunciadas pelo país asiático para estabelecer um controle mais rigoroso na exportação de terras raras e outros materiais, usados na produção de itens de alta tecnologia, como semicondutores.

Agora, o valor passou para 155%. “Mas espero conseguir um entendimento com o presidente Xi Jinping e chegar a um acordo bom para ambos os lados”, disse Trump, ao fazer comentários a repórteres no Salão Oval da Casa Branca.

O presidente dos EUA também elogiou o comportamento chinês em negociações comerciais que ocorreram nos últimos meses. Ele as classificou como “muito respeitosas”. “E a China não está mais tomando vantagem dos EUA porque estão pagando as tarifas elevadas”, afirmou.

Trump também disse que encontrará o presidente chinês, Xi Jinping, em uma reunião na Coreia do Sul, no fim de outubro, para discutir as relações comerciais entre os dois países. A reunião será realizada durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

Apesar da nova ameaça, na última sexta-feira (17/10), o presidente dos EUA havia afirmado que a tarifa de 100% sobre produtos chineses não era sustentável.

Falas do Fed e “shutdown” nos EUA

Ainda nesta terça-feira, os investidores acompanham com atenção declarações de dirigentes do Fed, o BC dos EUA, que podem indicar “pistas” sobre a trajetória da taxa básica de juros da economia norte-americana.

O discurso mais esperado pelo mercado é o do diretor do Fed Christopher Waller. Na semana que vem, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed se reunirá novamente para definir a nova taxa de juros, atualmente situada no intervalo entre 4% e 4,25% ao ano. A maioria dos analistas do mercado acredita em mais um corte de 0,25 ponto percentual.

As atenções do mercado também seguem voltadas para o prolongado “shutdown” que vem afetando amplos setores da economia do país. A paralisação de diversas áreas do governo se deve à falta de consenso entre democratas e republicanos para a aprovação do orçamento no Congresso Nacional.

Na semana passada, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que o “shutdown” vem “atingindo os músculos da economia” dos EUA, causando prejuízos estimados em cerca de US$ 15 bilhões por dia.

Balanços de Netflix, Coca-Coca e General Motors

Nesta terça-feira, são divulgados balanços corporativos importantes nos EUA. Entre os maiores destaques, estão os resultados trimestrais de Netflix, Coca-Cola e General Motors.

Até o momento, cerca de 75% das empresas do S&P 500 que já divulgaram seus resultados do terceiro trimestre superaram as expectativas dos analistas do mercado, segundo levantamento do Bank of America.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?