Dólar cai e Bolsa sobe apesar de ameaça de Trump de taxar aço

Moeda americana abriu em alta de 0,44%, mas movimento reverteu para queda de 0,19%, a R$ 5,78. Ibovespa sobe puxado por ações de peso na B3

atualizado

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nota de dólar americano com bandeira dos EUA ao fundo
1 de 1 nota de dólar americano com bandeira dos EUA ao fundo - Foto: Getty Images

O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (10/2). Por volta das 9h05, ele registrava avanço de 0,44%, cotado a R$ 5,81. No fim da manhã, a arrancada arrefeceu para uma leve elevação de 0,09%, a R$ 5,79. À tarde, por volta das 15 horas, o movimento já era de queda de 0,19, a R$ 5,78.

Na sexta-feira (7/2), o dólar disparou, com salto de 0,51%, a R$ 5,79. Isso depois de ter atingido R$ 5,80 na máxima do dia. Com o resultado desse pregão, a moeda acumulou queda de 0,76% na semana e recuo de 6,26% no ano em relação ao real.

Na avaliação de analistas, o dólar tem sofrido fortes solavancos nos últimos pregões por causa das ameaças e decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas comerciais mais altas a diversos países. Nesta segunda, o mercado aguarda novas manifestações do republicano sobre o tema e isso está refletindo na cotação da divisa frente ao real e a outras moedas de diversas economias.

Nesta segunda-feira, o mercado repercute a notícia de que Trump deve anunciar uma sobretaxa de 25% para a importação de aço e alumínio. Se confirmada, a medida afetaria diretamente o mercado brasileiro.

Anúncio no domingo

O aumento dessas tarifas foi anunciado pelo próprio Trump no domingo (9/2), em entrevista a jornalistas no avião presidencial Air Force One. Hoje, os Estados Unidos importam cerca de 25% do aço e 50% do alumínio usados no país.

Em janeiro, os principais fornecedores de aço para o mercado americano foram o Canadá, seguido pelo Brasil, México, Coreia do Sul e Alemanha. O Canadá também é o maior exportador de alumínio para os EUA. Depois dele, vêm os Emirados Árabes Unidos.

No primeiro mandato (2017 a 2021), Trump impôs tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio. Na ocasião, o Instituto Aço Brasil, que representa as siderúrgicas brasileiras, afirmou que a taxação levaria ao desligamento de fornos e demissões. Trump, depois de anunciar a medida, concedeu cotas com isenções a países como Canadá, México, União Europeia e Reino Unido.

Bolsa de Valores

A Bolsa brasileira (B3) opera em alta na manhã desta segunda-feira (10/2), apesar das novas ameaças de Trump. Um eventual aumento da tarifa sobre o aço e o alumínio afetaria diretamente empresas brasileiras.

Às 11h30, o Ibovespa, o principal índice da B3, registrava elevação de 0,93%, aos 125.788 pontos. Esse patamar chegou a 126.360 pontos, com salto de 1%, às 10h34. O pregão está sendo puxado para o alto por ações de grande peso no indicador. Petrobras, Vale, Itaú, Bradesco e Santander.

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