Copom mantém linha-dura e fala em juros altos por “período prolongado”

Órgão do Banco Central não deu sinais de arrefecimento da política monetária, que confirmou a Selic em 15% ao ano, maior patamar desde 2006

atualizado

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Raphael Ribeiro/ Banco Central
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1 de 1 Imagem colorida de membros do Copom do BC em 2025 - Metrópoles - Foto: Raphael Ribeiro/ Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), não deu sinal de arrefecimento da política monetária, ao anunciar nesta quarta-feira (17/9) a manutenção da taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 15% ao ano – o maior patamar desde 2006. No comunicado emitido depois da decisão, às 18h30, o órgão voltou a falar em manutenção dos juros altos por “período bastante prolongado”.

Na nota, o Copom constatou que as expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus caíram, mas permanecem em valores acima da meta (de 3% ao ano). Agora, elas se situam em 4,8% e 4,3%, respectivamente. Em 30 julho, na última reunião do Comitê, estavam em 5,1% e 4,4%.

A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2027, o atual horizonte relevante de política monetária, porém, não foi alterada desde o último encontro, permanecendo em 3,4%. Para o Copom, o “horizonte relevante” é o momento em que as decisões sobre a taxa de juros terão um efeito significativo na economia, especialmente na inflação. Alguns analistas esperavam uma pequena queda dessa estimativa.

“Período prolongado”

Para os integrantes da cúpula do BC, “o cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária”. “O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse o Copom, no comunicado. “O Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.”

Cenários externo e interno

Em relação a julho, não houve alteração na análise macro do órgão sobre os cenários externo e interno. No primeiro caso, a avaliação é que o quatro segue incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos. No campo doméstico, o Copom considera que o conjunto dos indicadores de atividade econômica segue apresentando certa moderação no crescimento, mas o mercado de trabalho ainda mostra dinamismo. Ele observa que, nas divulgações mais recentes, a inflação mantém-se acima da meta.

Balanço de riscos

O balanço de riscos do Copom também não mudou. Entre as ameaças de alta para a inflação foram listados fatores como a desancoragem das expectativas, uma maior resiliência dos preços de serviços e uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado. Isso, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.

Entre os riscos de baixa, foram destacados uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada e uma desaceleração global mais pronunciada decorrente do choque de comércio e de um cenário de maior incerteza. O terceiro problema poderia resultar de uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.

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