Trump adia tarifaço mundial. Veja a nova data
Inicialmente, tarifas entrariam em vigor no início de julho, mas o governo de Donald Trump quer negociar com seus parceiros
atualizado
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Acabaria na quarta-feira (9/7) desta semana a pausa de 90 dias nas tarifas mundiais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Havia uma expectativa que as taxas mínimas de 10% entrassem em vigor, mas o líder e o secretário de comércio do país, Howard Lutnick, anunciaram uma nova data para que a cobrança tenha início.
Cartas serão enviadas nesta segunda (7/7) aos parceiros comerciais dos EUA, mostrando os novos direcionamentos. Conforme o anúncio, agora, a nova data para o tarifaço mundial será 1º de agosto.
A nova data oferece aos países mais três semanas de alívio, mas também coloca os importadores em um longo período de incerteza devido à falta de clareza em torno das tarifas.
A Casa Branca está focando seus esforços diplomáticos em 18 parceiros que, juntos, representam mais de 90% do comércio internacional dos Estados Unidos. Entre os países, estariam Índia, Tailândia, Japão e a União Europeia.
Aplicação das taxas
Trump ameaçou aplicar tarifas extras de 10% para os países que se alinharem ao que chamou de “política antiamericana dos Brics”. A declaração aconteceu horas após a declaração final da cúpula, no Rio de Janeiro, neste domingo. A afirmação foi feita por meio da rede social Truth Social.
Dessa vez, o ataque não especifica quais seriam as políticas do bloco que poderiam ser consideradas contrárias aos interesses americanos.
Na declaração final do Brics, os líderes defenderam a utilização de moedas locais nas transações entre países do bloco e criticaram as tarifas americanas.
Desde que venceu a eleição, em 2024, Trump vinha fazendo alertas ao Brics, principalmente no que se refere ao uso de moedas locais para o comércio e um eventual abandono do dólar. O americano chegou a mencionar tarifas de 100% caso a moeda dos Estados Unidos fosse abandonada pelos emergentes.
A declaração de Trump ocorre num momento em que o governo Lula ainda espera uma negociação para buscar um acordo comercial antes do prazo final dado pelo presidente americano, que expira na quarta-feira, dia 9 de julho.
