*
 

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, comentou nesta segunda-feira (9/4) as reportagens sobre um “ataque bárbaro” com armas químicas na Síria, resultando na morte de civis inocentes, muitos deles, crianças. Ela lembrou que o Reino Unido condena o uso desse tipo de armamento em qualquer circunstância e pediu uma investigação sobre o episódio de sábado (7).

“Caso confirmado, esse é mais um exemplo da brutalidade do regime de [Bashar al-]Assad e descarado descaso com seu próprio povo e com suas obrigações legais de não usar essas armas”, afirmou May, durante entrevista coletiva na Dinamarca. “Se eles forem considerados os autores, o regime e seus apoiadores – incluindo a Rússia – precisam ser responsabilizados.”

May disse que, nos últimos anos, vários vetos da Rússia na Organização das Nações Unidas permitiram o desrespeito a essas regras. Moscou ainda retirou mecanismos que permitem investigação e responsabilização sobre ataques com armas químicas na Síria, afirmou a premiê. “Isso precisa acabar.”

Ele disse que trabalhará de perto com seus aliados, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, para garantir o fortalecimento do ímpeto da comunidade internacional para lidar com os responsáveis por realizar esses “ataques bárbaros”.

May ainda agradeceu o apoio do governo dinamarquês nas recentes tensões entre Londres e Moscou. O governo dela expulsou dezenas de diplomatas russos, após concluir que o regime do país teve responsabilidade por um ataque contra um ex-espião, Sergei Skripal, e sua filha, Yulia, na Inglaterra. A Rússia respondeu na mesma moeda, expulsando diplomatas britânicos. Vários países da Europa e os EUA tomaram o lado britânico no caso e também mandaram representantes russos embora.