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Os incêndios florestais em Pedrógão Grande, em Portugal, continuam fazendo vítimas. Desde sábado (17/6), as chamas já mataram ao menos 62 pessoas e deixaram outras dezenas feridas. Neste domingo (18), o jornal português Expresso publicou uma reportagem detalhando a cena vivida por moradores da região. Familiares dos mortos e sobreviventes que estão acolhidos na cidade de Avelar, a cerca de 20 quilômetros de onde as chamas começaram, relataram o desespero.

Um homem desabafou ao repórter do Expresso. “Estou aqui preso. Tenho os meus pais mortos em casa, em Castanheira de Pera… Já me confirmaram, mas não consigo chegar lá”. Caso ele consiga chegar ao local, enfrenta o risco de ser mais uma vítima. Bombeiros usam helicópteros carregados de água para tentar conter a fumaça que ainda se espalha pelo matagal.

“Tenho de sair daqui. Preciso de saber dos meus familiares”, disse um outro entrevistado. “Não fico aqui. Não posso, nem que tenha de ir a pé”, completou a mulher dele.

O incidente natural fez com que todas as estradas fossem bloqueadas para carros. Moradores ou visitantes não passam pelos locais onde há atuação dos bombeiros e da polícia.

Incêndio
Muitas das vítimas ficaram presas em seus carros enquanto as chamas atingiram a estrada que corta a região. Entre as vítimas estão quatro bombeiros e uma criança, segundo o secretário de Administração Interna, Jorge Gomes, à emissora estatal RTP.

Acredita-se que um raio tenha provocado o incêndio. Isso porque investigadores encontraram uma árvore atingida durante uma tempestade “seca” — quando a chuva evapora antes de atingir o solo devido às altas temperaturas —, disse o chefe da polícia nacional aos meios de comunicação portugueses.

 

 

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