Protestos crescem em Beirute após explosões e renúncia do primeiro-ministro

Ao menos 160 pessoas morreram nas explosões que atingiram a área portuária da cidade, deixando mais de 5 mil feridos e 300 mil desabrigados

atualizado 10/08/2020 20:41

Manifestantes entram em confronto com policiais em protesto contra o governo em beiruteMarwan Tahtah/Getty Images

Os protestos em Beirute, capital do Líbano, continuaram após o primeiro-ministro do país, Hassan Diab, anunciar que renunciou do cargo, nesta segunda-feira (10/8). As manifestações ocorrem após as explosões que resultaram em mais de 160 mortos.

Em pronunciamento à televisão, Diab afirmou que as explosões no porto de Beirute foram o resultado de uma “corrupção endêmica” e disse que toma a decisão de renunciar para “caminhar com o povo”.

“Criamos um trabalho e, apesar de tudo isso, as vozes e as críticas não cessaram. Nossa esperança era a mudança que os libaneses estão pedindo. Mas entre nós e as mudanças há um muro muito grande protegido por uma classe que luta com meios não muito corretos e domina a sociedade desse país. O sucesso desse gabinete era a mudança. Por isso anuncio a demissão de todo o gabinete. Que Deus abençoe o Líbano”, disse Diab.

Quatro membros de seu gabinete já haviam renunciado nesse domingo (9/8). Pelo menos 160 pessoas morreram nas explosões que atingiram a área portuária da cidade, deixando mais de 5 mil feridos e mais de 300 mil desabrigados.

As manifestações contra o governo nos últimos dias foram as maiores desde outubro do ano passado, quando houve protestos contra a crise econômica enraizada em corrupção endêmica, desperdícios e má gestão.

Manifestantes acusaram a elite política de usar os recursos do Estado em benefício próprio e tomaram as ruas da capital, pedindo também justiça pelas vítimas das explosões da semana passada.

Veja as imagens:

0

Últimas notícias