Protesto na Rússia pela libertação de Alexei Navalny termina com 500 presos

Os manifestantes pedem a liberdade do rival do presidente Vladimir Putin, preso preventivamente desde em 17 de janeiro

atualizado 31/01/2021 8:28

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Na Rússia, protestos pela libertação do líder da oposição Alexei Navalny levaram mais de 500 pessoas à prisão, neste domingo (31/1), segundo informações da ONG OVD-Info à Agência France Press.

De acordo com a organização especializada em monitorar manifestações, houve prisões em pelo menos 35 cidades russas. As forças de segurança bloquearam o acesso ao centro de várias cidades para evitar que os manifestantes se reunissem nessas marchas não autorizadas.

Há três dias, parentes do opositor foram detidos na Rússia, incluindo o irmão dele, Oleg Navalny, e Liubov Sóbol, sua aliada e figura emergente do movimento de oposição ao governo Putin.

Neste domingo, milhares de pessoas foram às ruas em toda a vasta extensão da Rússia para exigir a libertação do líder da oposição preso Alexei Navalny, mantendo uma onda de protestos em todo o país que abalou o Kremlin.

O protesto dá sequência a manifestações anteriores. Em 23 de janeiro, 2.501 pessoas foram detidas em atos realizados por apoiadores de Navalny. Os manifestantes pedem a liberdade do rival do presidente Vladimir Putin, preso preventivamente desde 17 de janeiro.

Navalny foi envenenado por um agente militar na Sibéria em agosto de 2020, no que as autoridades ocidentais descreveram como uma tentativa de assassinato pelo estado russo. Ele foi levado de avião para a Alemanha e se recuperou. No dia 17 de janeiro, depois de voar para Moscou, foi preso no controle de passaportes. As autoridades russas rejeitaram as acusações.

Ele acusa Putin de encomendar o seu assassinato, enquanto o presidente russo nega envolvimento com o caso. O governo afirma que Navalny violou os termos da liberdade condicional de uma pena suspensa que recebeu há seis anos e está tentando condená-lo a um ano de prisão. Por enquanto, Navalny deve permanecer detido pelo menos até 15 de fevereiro.

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