Presidente do México nega acordo com os EUA de combate ao narcotráfico

Um dia antes, governo dos EUA anunciou suposto acordo com o México para combater cartéis de droga que atuam na fronteira

atualizado

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Manuel Velasquez/Getty Images
Claudia Sheinbaum, primeira mulher presidente do México
1 de 1 Claudia Sheinbaum, primeira mulher presidente do México - Foto: Manuel Velasquez/Getty Images

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, negou a existência de qualquer acordo com os Estados Unidos no combate a cartéis de drogas. A informação foi divulgada pela líder mexicana nesta terça-feira (19/8), durante coletiva de imprensa.

Um dia antes, a Agência Antidrogas dos EUA (DEA) emitiu um comunicado, no qual a suposta parceria no combate ao tráfico internacional foi anunciada.

“A DEA emitiu esse comunicado, mas não sabemos com que base. Não chegamos a nenhum acordo com a DEA por meio de nenhuma das agências de segurança”, declarou Sheinbaum.

Segundo a agência norte-americana, o Projeto Portero — como foi chamado o acordo — visa combater criminosos que atuam ao longo da fronteira entre EUA e México, na facilitação da entrada de drogas no território do país.

Apesar da negativa, a presidente mexicana afirmou que um possível acordo de coordenação de segurança tem sido discutido com os EUA. O pacto, contudo, priorizaria o “respeito territorial” dos países.

Desde o início de seu segundo mandato, o presidente Donald Trump tem tomado medidas contra o México, visto por ele como uma das principais portas de entrada de drogas nos EUA. O líder norte-americano chegou a declarar estado de emergência na fronteira, e enviou militares para a região. 

Intervencionismo

Na mesma coletiva de imprensa, a presidente do México também comentou sobre o envio de forças norte-americanas para a América Latina e Caribe, com o objetivo de supostamente combater o tráfico na região.

“Não ao intervencionismo. Isso não é apenas uma convicção, está na Constituição. Tudo se resolve pelo diálogo”, declarou Sheinbaum.

A medida surgiu após Washington classificar uma série de grupos ligados ao tráfico internacional como organizações terroristas. O que abriu, na prática, precedentes para operações militares norte-americanas em países terceiros. 

Entre eles a Venezuela de Nicolás Maduro. O presidente do país é apontado pelo governo Trump como chefe de um dos cartéis de drogas venezuelanos — mesmo sem provas concretas da acusação.

Nesta terça-feira (19/8), a Casa Branca voltou a ameaçar o líder chavista, e afirmou que a administração Trump vai usar “todo o poder” do país contra Maduro. 

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