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O presidente dos Estados Unidos Donald Trump apresenta nesta quinta-feira (16/3) sua primeira proposta de orçamento, que prevê aumento dos recursos destinados à defesa e à segurança interna e a redução do financiamento de programas de ajuda internacional. Parte do valor será destinado à construção do muro na fronteira com o México.

Segundo a Casa Branca, o documento reflete o princípio da “América em Primeiro Lugar” e coloca ênfase no “hard power”, da força militar, em detrimento do “soft power”, da diplomacia.

O Departamento de Estado sofrerá um corte de 28%, que será concentrado nos programas de ajuda externa, afirmou Mick Mulvaney, diretor do Gabinete de Gestão e Orçamento da Casa Branca. “O presidente disputou a eleição com a proposta de gastar menos dinheiro no exterior e mais dinheiro dentro de casa.”

O projeto orçamentário é relativo ao ano fiscal 2018-2019, que tem início em outubro. Trump também pedirá suplementação de US$ 30 bilhões para o atual exercício, que serão destinados às áreas de defesa e segurança interna. A construção do muro na fronteira com o México receberá US$ 1,5 bilhão desse valor. As estimativas de custo da obra variam de US$ 12 bilhões a US$ 21,6 bilhões.

O auxílio internacional recebeu US$ 13,6 bilhões no orçamento em vigor. Os cortes vão afetar as contribuições dos EUA para vários programas da ONU. De acordo com a revista Foreign Policy, no dia 9, representantes americanos comunicaram a aliados da Europa e da Ásia que haverá grandes reduções nas transferências de recursos dos EUA para a instituição. O país é o maior contribuinte da ONU e responde por 22% de seu orçamento anual.

A proposta da Casa Branca terá de ser aprovada pelo Congresso. Os programas de ajuda internacional são vistos dentro das Forças Armadas como essenciais para estabilização de regiões em guerra e a redução de conflitos.

Os cortes vão compensar parte do projetado aumento de 10% no orçamento de defesa. Trump quer destinar mais US$ 54 bilhões às Forças Armadas, no que seria a maior expansão de gastos militares após o atentado de 11 de Setembro de 2001.

 

 

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