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Em viagem oficial a países do Oriente Médio e da Europa, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e sua comitiva participaram, nesta quinta-feira (2/11), de uma homenagem aos militares brasileiros mortos em batalhas da Segunda Guerra Mundial. A cerimônia aconteceu na cidade de Pistoia, Itália, e contou com a presença de parlamentares brasileiros e do embaixador do Brasil na Itália e ex-ministro de Relações Exteriores do governo Dilma Rousseff, Antonio Patriota. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Em discurso, Maia afirmou que o Monumento Votivo Militar Brasileiro, construído nos anos 1960 em memória dos 465 combatentes brasileiros que morreram no norte da Itália, “é uma terra sagrada” e um pedaço do Brasil no País. Por ano, 800 pessoas, em média, visitam o Monumento Votivo. O local, no entanto, saiu do roteiro dos governantes brasileiros em viagens oficiais. Maia foi o primeiro presidente da Câmara a organizar uma ida ao local, relatou o administrador do monumento, Mário Pereira.

A parada de um dia na Itália foi ideia do deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI), articulador político próximo a Maia. Heráclito esteve em Pistoia há cerca de dois anos e visitou o monumento. Na época, o deputado entrou em contato com o administrador do local para saber se, entre os mortos, havia alguém do Piauí, lembra Pereira.

Em 2015, em uma sessão em homenagem aos 70 anos da participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial, Heráclito relatou sua viagem a Pistoia: “Fui lá por curiosidade e patriotismo e para procurar ver quantos piauienses tinham perecido nas terras italianas. Encontrei dois”, afirmou.

Excursão
A viagem oficial organizada pela Câmara dos Deputados teve início no último dia 27 e previa visitas a Israel, Palestina, Itália e Portugal. A comitiva, à qual se agregou a mulher de Rodrigo Maia, foi formada por Baleia Rossi (PMDB-SP), Marcos Montes (PSD-MG), José Rocha (PR-BA), Alexandre Baldy (PODE-GO), Benito Gama (PTB-BA), Cleber Verde (PRB-MA), Heráclito Fortes (PSB-PI), Orlando Silva (PC do B-SP) e Rubens Bueno (PPS-PR).

A viagem tem sido duramente criticada por acontecer em um momento crítico da política brasileira e pelo fato de ter sido custeada pelos cofres públicos. Os trajetos aéreos estão sendo realizados com um avião da FAB. Além do custo aéreo, o dinheiro público envolvido na viagem inclui diárias para bancar hospedagem, transporte local e alimentação. Ela é de US$ 428 (R$ 1.408) para cada um dos deputados. Devido ao seu cargo, Maia tem direito a um valor maior: US$ 550 (R$ 1.808). Na semana passada, a assessoria de Maia afirmou que ele decidiu abrir mão do recebimento das suas diárias.

Da Itália, a comitiva liderada por Maia segue para Lisboa, onde há encontro com diplomatas brasileiros e uma palestra de encerramento do 4º Seminário Internacional de Direito do Trabalho. O sábado é reservado apenas para “agenda privada” em Lisboa.

 

 

 

 

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