Congresso da Flórida autoriza professores a trabalharem armados

Projeto já tinha passado pelo Senado do estado e foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Norma ainda precisa ser sancionada pelo governador

atualizado 02/05/2019 7:16

Raphael Alves//TJAM/Foto ilustrativa

O Congresso da Flórida, nos Estados Unidos, aprovou nesta quarta-feira (01/05/2019) um polêmico projeto de lei que autoriza os professores do estado a trabalharem armados.

O projeto já tinha passado pelo Senado e foi aprovado nesta quarta pela Câmara dos Deputados. Para entrar em vigor, a lei agora só precisa da sanção do governador, o republicano Ron DeSantis, que já se mostrou favorável à medida.

A proposta foi apresentada após um atirador invadir uma escola em Parkland, no sul da Flórida, e matar 14 estudantes e 3 professores em fevereiro do ano passado. Outras 15 pessoas ficaram feridas.

Uma comissão estadual que investigou o ataque a tiros concluiu no fim do ano passado que algumas das mortes poderiam ter sido evitadas se alguém do corpo docente estivesse armado.

Caso sancionado, o projeto autorizará os docentes a portarem armas nas escolas, desde que passem por treinamento adequado, de mais de 100 horas, e por uma rígida avaliação psicológica.

O Partido Democrata e várias organizações civis, como sindicatos de professores e associações de pais de alunos, são contrários ao projeto, que praticamente transforma os professores em policiais.

DeSantis apresentou em fevereiro um plano de segurança com base nas recomendações feitas pela comissão que investigou o massacre em Parkland. A proposta prevê a presença de agentes armados em todas as instituições de ensino do estado.

O massacre em Parkland foi a origem de uma lei sancionada em 2018 que aumentou a idade mínima para se comprar armas no estado de 18 para 21 anos. Além disso, a legislação criou um período de espera de três dias para adquirir uma arma de longo alcance.

O autor do massacre, Nikolas Cruz, ex-aluno da escola em Parkland, ainda aguarda julgamento pelos 17 homicídios que cometeu.

Últimas notícias