Paciente morre após paramédico dormir ao volante e bater ambulância

Socorrista havia trabalhado em 11 turnos nos 12 dias anteriores. Defesa alega que ele teve apneia do sono e dormiu repentinamente

atualizado 29/10/2020 9:57

Karen Biddell e Matthew James McLeanReprodução

Um paramédico adormeceu ao volante da ambulância e causou um trágico acidente em Adelaide, capital costeira cosmopolita da Austrália Meridional. A paciente Karen Biddell, que estava sendo levada para o hospital, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Segundo a imprensa do país, o acidente ocorreu por volta das 2h30 de 16 de agosto deste ano. Outro oficial de ambulância e a filha de Karen Biddell ficaram feridos no acidente.

O paramédico Matthew James McLean foi a julgamento no Tribunal Distrital da Austrália do Sul. Na audiência, ele se declarou inocente da acusação de morte por direção perigosa e de duas acusações de danos.

Biddel, de 48 anos, estava sendo transportada de sua casa, perto de Port Pirie, para Adelaide, onde faria um tratamento não urgente de úlceras de perna.

Assim que ele adormeceu, o veículo saiu da estrada e, embora o condutor tentasse retomar o controle, a ambulância acabou por atingir uma pequena árvore e capotou em um barranco.

Julgamento

Segundo o promotor Mark Norman, o paramédico afirmou a pessoas no local do acidente que havia adormecido. Momentos antes, ele parou a ambulância para comprar café, numa tentativa de se manter acordado. As autoridades não encontraram vestígios de drogas ou álcool em seu organismo.

O tribunal foi informado de que o paramédico havia trabalhado em 11 turnos nos 12 dias anteriores, incluindo quatro turnos noturnos nos cinco dias anteriores ao acidente.

McLean havia se oferecido como voluntário para horas extras nos dias anteriores ao acidente, quando normalmente estaria de folga. O advogado dele, Stephen Apps, também alegou que um especialista determinou que seu cliente estava sofrendo de apneia do sono não diagnosticada no momento. Essa condição o teria feito adormecer repentinamente.

O julgamento do paramédico ainda não foi concluído.

Últimas notícias