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OMS diz que sistema de saúde em Gaza está “à beira do colapso”

Hospitais de Gaza têm sofrido com a falta de suprimentos e recursos básicos. Profissionais da saúde também lidam com bombardeios diários

atualizado

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Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida mostra Médicos examinam as pessoas feridas em ataques israelenses no Hospital dos Mártires de Al-Aqsa em Deir Al-Balah, Gaza - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra Médicos examinam as pessoas feridas em ataques israelenses no Hospital dos Mártires de Al-Aqsa em Deir Al-Balah, Gaza - Metrópoles - Foto: Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou, nesta sexta-feira (10/11), que o sistema de saúde em Gaza está “à beira do colapso”, em decorrência do agravamento dos conflitos entre Israel e o grupo Hamas.

A declaração de Adhanom ocorreu durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro debateu a guerra entre Israel e o Hamas.

O conflito tem se intensificado desde 7 de outubro, quando membros do Hamas invadiram o território israelense e deixaram mais de 1,4 mil mortos. Desde então, Israel tem respondido com ataques cada vez mais severos contra o território de Gaza, dominado pelo Hamas.

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Segundo a OMS, desde a intensificação do embate, foram registrados mais de 250 ataques ao sistema de saúde em Gaza e na Cisjordânia e 25 em Israel, em locais como hospitais, clínicas e ambulâncias.

Diferentemente de Gaza, a Cisjordânia não é dominada pelo Hamas e, sim, pela Autoridade Palestina.

O diretor da OMS destacou que os profissionais de saúde de Gaza são responsáveis pelos cuidados de 27 mil feridos, muitos deles com lesões graves, além dos atendimentos básicos da população.

Adhanom realçou que a entrada limitada de recursos humanitários têm prejudicado o funcionamento regular dos hospitais. Segundo ele, algumas unidades de saúde estão realizando cirurgias sem anestesia e salientou que uma criança morre a cada 10 minutos em Gaza.

“É necessário um acesso irrestrito para alcançar os civis, que não são responsáveis pela crise”, disse o diretor da OMS.

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