New York Times crava que Wagner Moura é forte concorrente ao Oscar
Crítica do renomado jornal norte-americano enaltece o ator brasileiro, ganhador do Globo de Ouro de melhor ator de drama
atualizado
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Após a 83ª cerimônia do Globo de Ouro ter premiado, nesse domingo (11/1), o filme brasileiro O Agente Secreto, como melhor filme internacional, e ter consagrado o ator protagonista Wagner Moura, como melhor ator de drama, os olhos do mundo do entretenimento se voltam agora para quem vai ganhar a cobiçada estatueta do Oscar, considerado o maior prêmio da indústria de cinema norte-americana.
Mas, antes mesmo de Wagner e seu Agente Secreto terem conquistado a façanha e ter dado ao Brasil pelo segundo consecutivo o Globo de Ouro, uma dos maiores jornais dos Estados Unidos, o The New York Times, cravou que o ator brasileiro é um forte concorrente ao Oscar.
Na reportagem intitulada “Wagner Moura se mantém crítico, mesmo quando isso lhe traz problemas”, o jornal aborda o perfil político do ator, abertamente crítico da ditadura militar brasileira e do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O astro brasileiro de O Agente Secreto é um dos principais candidatos ao Oscar, embora alguns em seu país tenham se voltado contra ele por criticar o governo de direita”.
Em entrevista ao NYT, Moura já afirmou que “[o Brasil] é lindo, mas o Brasil também é violento, elitista, misógino e homofóbico. E Bolsonaro é a personificação de tudo isso”, disse.
“Carreira consistente em dois continentes”
A reportagem ainda enfatiza as escolhas de carreira do ator em fazer filmes que acredita, sem aceitar ser estereotipado por Hollywood. “Após seu papel de destaque como Pablo Escobar há 10 anos na série Narcos da Netflix, Moura frustrou seus agentes ao recusar muitos dos projetos lucrativos e de alto nível que lhe foram oferecidos. […] Ironicamente, ao se manter fiel às suas convicções e escolher projetos peculiares como O Agente Secreto, Moura parece agora estar prestes a viver o maior momento global de sua carreira”.
“Talvez por sua disposição em dizer ‘não’, Moura nunca se tornou a primeira escolha latina em Hollywood. Mas ele também não estava exatamente atrás disso. […] “Construir uma carreira de ator consistente em dois continentes não é tarefa fácil, mas Moura, de 49 anos, conseguiu, trazendo sensibilidade e inteligência a obras com temática política” afirmou o NYT.
Por enquanto, resta-nos aguardar o dia 22 de janeiro, quando a academia vai divulgar os nomes indicados. Já a premiação em si acontecerá apenas em 15 de março de 2026.





















