Milei autoriza a entrada de militares dos Estados Unidos na Argentina

Segundo decreto do presidente Javier Milei, tropas norte-americanas irão ao país para participar de dois exercícios militares

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1 de 1 Imagem colorida mostra o presidente da Argentina, Javier Milei - Metrópoles - Foto: Tomas Cuesta/Getty Images

O presidente da Argentina, Javier Milei, autorizou a entrada de militares dos Estados Unidos no país, por meio de um decreto presidencial. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (30/9) no Diário Oficial argentino.

Segundo o ato administrativo, tropas norte-americanas irão ao país para participar de dois exercícios militares.

O primeiro deles, chamado de “Solidariedade”, entre os dias 6 e 10 de outubro, será realizado em conjunto com forças do Chile, na cidade chilena de Puerto Varas. O objetivo, de acordo com o governo argentina, é ampliar a cooperação entre os dois países em matéria de desastres.

Já entre 20 de outubro e 15 de novembro, a expectativa é de que militares dos EUA se juntem aos argentinos na atividade “Trident”, em bases navais localizadas nas regiões de Mar del Plata, Ushuaia e Puerto Belgrano. No exércicio, estão previstos intercâmbios nas área de treinamentos navais combinados, em contextos de combate e assistência humanitária.

Ainda que exercícios militares conjuntos sejam frequentes, a decisão de Milei passa por cima da Constituição da Argentina. Isso porque a entrada de tropas estrangeiras no país deve ser aprovado, primeiramente, pelo Congresso.

Para justificar a medida, o decreto presidencial destacou que um projeto de lei sobre o assunto foi enviado ao poder legislativo, mas não ainda não foi analisado pela Câmara dos Deputados da Argentina.

Pressão contra Maduro

A movimentação militar norte-americana na Argentina surge em meio a pressão dos EUA contra um dos vizinhos do país liderado por Milei: a Venezuela governada por Nicolás Maduro. 

Nos últimos meses, o governo de Donald Trump tem feito acusações e um cerco contra o país, atualmente nas mãos do herdeiro político de Hugo Chávez.

De acordo com os EUA, Maduro é o chefe do cartel de Los Soles, grupo recentemente classificado como organização terrorista por Washington. A medida, parte das mudanças na política norte-americana de combate ao tráfico internacional, abriu brechas para que tropas do país fossem enviadas para operações em outros países — como tem acontecido em águas da América Latina e Caribe. 

Ao lado de Equador e Paraguai, ambos governados por líderes mais alinhados à direita, a Argentina foi um dos países sul-americanos que deram apoio ao planos de Trump.

Um passo significativo foi as três nações também classificaram o Los Soles como um grupo terrorista, se alinhando ao posicionamento de Washington. 

 

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