Médicos estrangeiros agora podem trabalhar nos EUA sem fazer residência

A escassez de médicos nos EUA beira um déficit de quase 6 mil profissionais até 2030

Letícia Cotta
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Após escassez de profissionais de Saúde, o Tennessee, estado norte-americano, agora permite que médicos estrangeiros trabalhem nos EUA sem a necessidade de frequentar um programa de residência, através da aprovação da lei HB 1312.

Essa nova legislação torna o Tennessee a primeira unidade estadunidense a permitir tal possibilidade. Durante os dois anos primeiros anos, os médicos estrangeiros trabalharão com uma licença provisória, supervisionados por um profissional já licenciado. Após o prazo, os profissionais receberão as licenças irrestritas.

O especialista em imigração, Vinícius Bicalho, considera que a presença dos imigrantes nos EUA representa um papel importante na economia e sociedade estadunidense. “Atualmente, 13% da população do país é composta por imigrantes”, ressalta Bicalho. “Os EUA estão ávidos por imigrantes qualificados, mas é necessário que a situação legal de quem chega aos EUA esteja em ordem. O mais procurado por esses profissionais qualificados é o visto EB-2NIW, seguido do visto EB-1A”, revela ao Metrópoles.

A escassez de médicos beira um déficit de quase 6 mil profissionais até 2030, sendo que 1.107 são só para cuidados primários. E a falta de mão de obra qualificada não se resume apenas à Saúde, já que, agora, os partidos Democrata e Republicano buscam facilitar a regularização de imigrantes nos EUA.

Semelhança com o Mais Médicos?

Apesar da boa notícia, é importante ressaltar que a lei HB 1312 não busca contratação, como o programa brasileiro Mais Médicos.

“O Mais Médicos é um programa que busca a contratação de médicos pelo governo federal, só que esses médicos habitam especificamente em áreas remotas. Já nos EUA não há nenhum programa de contratação pelo governo norte-americano, o programa visa única e exclusivamente facilitar a obtenção de licença para o exercício da medicina”, explica Bicalho.

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