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Líderes políticos e chefes de Estado da América do Sul declaram apoio ao ex-presidente da República Lula. Ele tem até 17h desta sexta-feira (6/4) para se entregar na sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR), e começar a cumprir a pena de 12 anos e 1 mês de prisão pelo caso do triplex do Guarujá (SP).

As manifestações ocorreram antes da prisão de Lula ser decretada pelo juiz Sérgio Moro. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que “o mundo inteiro” abraça o político brasileiro e que a “injustiça dói na alma”. “A direita, diante da incapacidade de ganhar democraticamente, elegeu o caminho judicial para amedrontar as forças populares”, disse Maduro.

Evo Morales, presidente da Bolívia, declarou que as oligarquias não se interessam “nem pela democracia e nem pela justiça”. Para Morales, Lula teve sua prisão decretada apenas para “impedir que volte a ser presidente do Brasil”. “A direita jamais o perdoará por ter tirado 30 milhões de pobres da miséria”, disse.

Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras deposto em 2009, quando se refugiou na embaixada do Brasil, reforçou acreditar na inocência de Lula. “Seu único pecado foi enfrentar os Estados Unidos e não obedecer aos conservadores que governam o Brasil”, afirmou.

Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, disse que “as elites nunca se interessaram” por justiça ou democracia, além de utilizar o “aparato judicial” em interesse próprio.

 

 

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