Jovem de 26 anos é condenado à morte por “inimizade contra Deus” no Irã
Jovem foi preso em janeiro durante a onda de protestos no Irã. Testemunhas alegam, no entanto, que ele não estava presente nas manifestações
atualizado
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Um jovem de 26 anos foi condenado à pena de morte, no Irã, acusado de “Inimizade contra Deus”, ou Moharebeh. A informação foi divulgada nesta terça-feira (9/6) pela Human Rights Activists News Agency (HRANA), organização sem fins lucrativos que monitora e divulga violações de direitos humanos no país.
A acusação contra Alireza Peighambari foi aceita pela 23ª Vara do Tribunal Revolucionário de Teerã. Ele foi detido em 9 de janeiro deste ano durante a onda de protestos que tomou conta do país.
Em março, Alireza foi libertado temporariamente sob fiança e julgado pela primeira vez em maio, quando voltou a ser preso ao término da sessão e transferido para a Prisão da Grande Teerã. No momento, ele aguarda o resultado de uma revisão da pena pela 9ª Vara do Supremo Tribunal.
Testemunhas relataram à HRANA que o jovem, no entanto, não estava presente nas manifestações. “Na verdade, depois de sair do trabalho, ele chegou ao local durante o caos causado pelos protestos e acabou ficando no meio da multidão”, afirmou uma delas.
Onda de protestos
Os protestos e greves de lojistas e comerciantes de bazares começaram em Teerã em 28 de dezembro de 2025, devido à insatisfação com a inflação desenfreada, o aumento do custo de vida e a escassez de produtos básicos.
Em poucos dias, a revolta se tornou uma manifestação popular, ao se espalhar por várias províncias, e as reivindicações rapidamente se voltaram contra o regime e o líder supremo, que na ocasião ainda era Ali Khamenei (morto em fevereiro pelos EUA e Israel).
“Com a participação de estudantes, cidadãos e diversos grupos sociais, esses protestos se tornaram um dos maiores movimentos de protesto dos últimos anos. Após a repressão pelas forças de segurança e policiais, milhares foram mortos ou feridos, e dezenas de milhares foram presos ou intimados pelas agências de segurança”, informou a HRANA.