Hong Kong: confronto entre polícia e manifestantes faz 25 feridos

Quem foi às ruas cantava slogans pró-democracia como "Libertem Hong Kong" e "A revolução da nossa época"

LEE JIN-MAN/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 25/12/2019 15:05

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, disse que muitos turistas e cidadãos ficaram decepcionados por ter “a noite de Natal arruinada por um grupo de desordeiros descuidados e egoístas”. Os protestos na ex-colônia britânica voltaram a ter confrontos nas festividades de final de ano, embora dezembro tenha começado mais pacífico após candidatos pró-democracia obterem vitória esmagadora nas eleições locais de novembro. Cerca de 25 pessoas ficaram feridas.

Lam disse que o governo fará o possível para manter a lei e a ordem e restaurar a paz em Hong Kong. “Tais atos ilegais não só acabaram com o clima festivo como também afetou o comércio legal”, ressaltou.

Manifestantes antigoverno marcharam nessa terça-feira (24/12/2019) e nesta quarta-feira (25/12/2019) vestidos de preto e usando máscaras por decorados centros comerciais. Os protestos foram convocados pelas redes sociais e incitaram as mobilizações principalmente em áreas comerciais.

Manifestantes cantavam slogans pró-democracia como “Libertem Hong Kong” e “A revolução da nossa época”. A polícia usou spray de pimenta e gás lacrimogêneo para dispersar as multidões.

Exigências
Uma autoridade da área da saúde informou que 25 pessoas ficaram feridas ao longo da noite. Entre elas, um homem que caiu do segundo andar de um shopping enquanto tentava fugir da polícia.

“Os confrontos são esperados, não interessa que seja Natal”, disse Chan, um dono de restaurante de 28 anos que participou dos protestos. “Estou desapontado que o governo não responda a nenhuma de nossas exigências”.

A polícia considerou que a reação às mobilizações foi “controlada”.

Os protestos já duram seis meses e são a pior crise da ex-colônia britânica. O movimento, que começou contra uma lei extinta que pretendia permitir a extradição de pessoas para a China territorial, impacta a economia e o turismo de Hong Kong. O território entrou em recessão no terceiro trimestre, com uma redução no Produto Interno Bruto (PIB) de 3,2%.

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