Governo da França fecha mesquita após morte de professor decapitado

Samuel Paty foi assassinado após mostrar caricaturas do profeta Maomé em sala de aula. Macron classificou episódio como atentado terrorista

atualizado 20/10/2020 8:27

As autoridades francesas fecharam nessa segunda-feira (19/10) uma mesquita em Paris como parte da “guerra contra os inimigos da República”, três dias após a decapitação do professor Samuel Paty.

A mesquita fechada, Pantin, fica no noroeste do país. O ministro do Interior, Gérald Darmanin, disse que o templo havia compartilhado um vídeo denunciando as aulas do professor em sua página oficial no Facebook.

O diretor da mesquita também havia escrito na rede social que “este professor deveria ser intimidado”, fornecendo “o endereço da escola”.

Paty foi decapitado na sexta-feira (15/10), também na periferia de Paris, em um ato caracterizado pelo presidente Emmanuel Macron como atentado terrorista.

Quinze pessoas foram presas por envolvimento com radicalismo. Entre os detidos, estão quatro estudantes do ensino médio, segundo fontes judiciais. O assassino é um checheno de 18 anos identificado como Abdullakh Anzarov, que foi morto pela polícia após o crime.

Segundo uma fonte próxima ao caso, o professor decapitado foi “apontado” para o assassino “por um ou vários estudantes do colégio, em princípio, em troca de um pagamento”.

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