Figueiredo minimiza elogios de Trump a Lula: “É realmente um gênio”

Para o blogueiro, os elogios são estratégia para obrigar o petista a sentar na mesa de negociações e o deixam em situação desconfortável

atualizado

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Paulo Figueiredo
1 de 1 Paulo Figueiredo - Foto: Reprodução /YouTube

O blogueiro Paulo Figueiredo, que está nos EUA, onde, junto ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), faz articulações em torno de sanções econômicas ao Brasil e restrições a autoridades brasileiras, minimizou os elogios que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ao colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seu discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (23/9).

“Nós conversamos e nós concordamos em conversar na próxima semana. Ele parece um homem muito agradável e eu gosto dele. E ele gosta de mim. E eu gosto de fazer negócios com pessoas que eu gosto. Quando eu não gosto de uma pessoa, eu não gosto, mas tivemos ali esses 30 segundos ali, foi uma coisa muito rápida, mas foi uma química excelente. Isso foi um bom sinal”, disse Trump sobre Lula, já no final de seu discurso.

Para Figueiredo, os elogios não passam de estratégia para obrigar o petista a sentar na mesa de negociações e o deixam e uma situação desconfortável.

“Trump é realmente um gênio. Ele denuncia a ditadura brasileira e a invasão da jurisdição americana bem na ONU. Em seguida, diz que gosta do Lula, que o chamou para conversar, e complementa dizendo que o Brasil vai continuar indo mal, exceto se estiver ao lado dos EUA. Deixou o presidente brasileiro numa situação impossível: ter que ir para a mesa de negociação, ouvir verdades e negociar algo que não tem como cumprir. Entenderam que a anistia será ampla, geral e irrestrita?”, analisou.

O blogueiro ainda mandou um recado “àqueles que não fizeram o Mobral de negociação: se querem analisar se a fala foi boa ou ruim para Lula, vejam quais são as possibilidades que o presidente brasileiro tem agora, na nova posição em que se encontra”.

Em seu discurso, Trump afirmou ter abraçado Lula e combinado uma agenda para a próxima semana. “Eu estava aqui, encontrei o líder do Brasil ao entrar. Eu falei com ele e nós nos abraçamos, e as pessoas comentando: ‘dá para acreditar nisso?’. Nós concordamos em nos encontrar na próxima semana. Não tivemos muito tempo para falar, foram cerca de 20 segundos, mas conversamos”, disse.

Para Figueiredo, Lula tem a “obrigação de voltar com alguma vitória” desse encontro com Trump e ouvirá sobre a situação do Brasil com “fatos incontestáveis da boca do Trump”

“[Lula]Terá que dizer ao presidente americano que o Judiciário brasileiro é independente, que Bolsonaro era uma ameaça à democracia e que o Brasil quase teve um golpe no 8 de janeiro. Só que estas mesmas narrativas foram criadas para e usadas contra o próprio Trump por anos. E aí? Vai explicar que disse que, se Trump estivesse no Brasil também seria preso pelo 8 de janeiro? Que Trump era a nova face do nazismo? Quando disser que não pode fazer nada, será cobrado sobre o projeto de anistia. E aí? Cheque (sic). Lula termina o dia de hoje em uma posição política infinitamente pior do que começou”, afirmou.

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