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Após escândalo com a Cambridge Analytics, o Facebook continua no centro das denúncias de violações de privacidade. A empresa teria feito acordos ao longo da última década com ao menos 60 fabricantes de smartphone, tabletes e dispositivos móveis que os permitem acessar dados pessoais de milhares de usuários sem o consentimento dos clientes.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (4/5) pelo jornal “The New York Times”. Entre as companhias citadas na reportagem, estão a Apple, Amazon, BlackBerry, Microsoft e Samsung.

A maior parte destes acordos de compartilhamento de dados pessoais ainda estaria em vigor e permite ao Facebook estender seu raio de ação, deixando os fabricantes livres para oferecer e difundir aos próprios clientes alguns dos serviços mais populares do colosso das redes sociais.

Em troca, o Facebook deu permissão às empresas, como Apple e Samsung, ao acesso às informações pessoais dos usuários da plataforma social e de seus “amigos”, inclusive daqueles que se dizem convencidos de terem negado o compartilhamento dos próprios dados. Depois do escândalo da Cambridge Analytics, referente ao “furto” de dezenas de milhões de dados pessoais dos usuários do Facebook utilizados para fins políticos, este novo caso coloca em risco o grupo de Mark Zuckerberg.

Em resposta à denúncia levantada pelo “The New York Times”, o vice-presiente do Facebook, Ime Archibong, disse que a empresa cedeu o acesso aos dados dos usuários aos fabricantes de dispositivos móveis apenas para os aparelhos já com a rede social, “em uma época sem aplicativos”. O executivo ressaltou que os 60 fabricantes assinantes desses acordos impedia o uso dessas informações para fins diversos, e garantiu sempre ser solicitada a permissão dos usuários.

“Nos primeiros dias da época mobile, não existiam os aplicativos. Por isso, empresas como Facebook, Google, Twitter e YouTube era obrigados a trabalhar diretamente com os fabricantes de sistemas operacionais para garantir a chegada de seus produtos às mãos das pessoas”, afirmou o executivo, apesar do jornal NYT afirmar que os acordos estariam em vigor.

 

 

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