Ex-premiê francês é condenado à prisão por emprego fantasma da esposa

François Fillon foi acusado de "contratar" a esposa, de 1998 a 2013, na Assembleia Nacional da França, numa função em que ela não trabalhava

atualizado 09/05/2022 17:36

François FillonGetty Images

O Tribunal de Apelação de Paris determinou, nesta segunda-feira (9/5), a pena de quatro anos de prisão para François Fillon, primeiro-ministro francês entre 2007 e 2012. Ele foi acusado de criar um emprego fantasma para sua esposa, Penélope Fillon.

Segundo a denúncia, de 1998 a 2013 Penélope recebeu 612 mil euros como assistente parlamentar do marido, que era deputado na Assembleia Nacional da França na época, sem nunca ter trabalhado. Ela também atuou como assessora do suplente de François, Marc Jouland.

O escândalo foi revelado pelo jornal Le Canard Enchaîné em janeiro de 2017, durante a campanha presidencial de François pelo partido do partido de direita Os Republicanos. Ele chegou a ser apontado como o favorito, mas caiu nas pesquisas após a polêmica, conhecida como Penelopegate.

O casal alega inocência, assim como Jouland, e não compareceu ao tribunal. Em 2020, a Justiça francesa determinou uma pena de quatro anos em reclusão para François, e dois para Penélope. O veredito desta segunda, no entanto, diminuiu as punições.

Dos quatro anos que François foi condenado, apenas um deles será em regime fechado. Além disso, ele deve pagar 375 mil de multa e ficará inelegivel por dez anos. Penélope recebeu a pena de dois anos de prisão com suspensão da pena, 375 mil euros em multa e dois anos de inelegibilidade. Acusado de cumplicidade, Joulaud foi condenado a três anos de prisão.

Tornozeleira

A pena de François ainda poderá ser revisada e o juiz ainda decidirá se ele poderá cumprir prisão domiciliar e utilizar uma tornozeleira eletrônica.

Em outro caso, o casal foi condenado em primeira instância por desvio de dinheiro público e outros crimes de corrupção.

O ex-deputado anunciou sua aposentadoria no fim de fevereiro, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Ele era membro do Conselho de Administração da Petroquímica Sibur e da Zarubezhneft, empresas dirigidas por pessoas próximas ao presidente russo, Vladimir Putin.

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