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A Universidade de Michigan (EUA) concordou nesta quarta-feira (16/5) em pagar o total de US$ 500 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) a 332 mulheres que foram agredidas sexualmente pelo médico esportivo Larry Nassar, no pior caso de abuso desta natureza da história do esporte.

As campeãs olímpicas de ginástica Jordyn Wieber, Aly Raisman, Gabby Douglas e McKayla Maroney estão entre as vítimas de Nassar. O acordo supera em mais de US$ 100 milhões o valor pago pela Universidade de Penn State a 35 pessoas que foram vítimas de abusos do treinador assistente de futebol americano Jerry Sanduski.

“Nos desculpamos realmente com todas as vítimas e suas famílias pelo que sofreram e admiramos a coragem que tiveram em contar suas histórias”, disse Brian Breslin, presidente da junta de diretores da universidade. “Reconhecemos a necessidade de realizar mudanças em nosso campus e nossa comunidade em relação com a consciência sobre agressão sexual e prevenção”, complementou.

A universidade e os advogados das 332 vítimas anunciaram o acordo depois de negociar privadamente com a ajuda de um mediador. Do total acordado, US$ 425 milhões serão pagos para atender as demandas atuais e outros US$ 75 milhões serão reservados para futuras demandas.

O estado de Michigan foi acusado de ignorar e minimizar as denúncias sobre Nassar. Algumas das denúncias aconteceram nos anos 90. A Universidade, no entanto, afirma que nunca tentou encobrir os incidentes.

Larry Nassar, de 54 anos, foi condenado à prisão perpétua por ter abusado de pelo menos 200 mulheres, a maioria adolescentes, durante os 20 anos nos quais trabalhou com medicina esportiva, seja com a seleção de ginástica norte-americana ou na Universidade do Estado de Michigan. O caso gerou repercussão mundial, derrubou dirigentes de entidades e promoveu mudanças de impacto no esporte.