metropoles.com

EUA e Europa divergem ao estimar mortos em hospital: entre 10 e 300

A inteligência dos Estados Unidos verificou “danos leves” à estrutura do hospital na Faixa de Gaza, bombardeado na terça-feira (17/10)

atualizado

Compartilhar notícia

Reproducão
Foto colorida de hospital em Gaza após ataque - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de hospital em Gaza após ataque - Metrópoles - Foto: Reproducão

Um relatório da inteligência dos Estados Unidos estima entre 100 e 300 mortos na explosão do hospital al-Ahli Arab, na Faixa de Gaza, na terça-feira (17/10), enquanto um serviço de informação da Europa, que pediu anonimato, falou a agências de notícias ter contabilizado “provavelmente entre 10 e 50” vítimas fatais pelo ataque. Inicialmente, o Ministério da Saúde de Gaza reportou até 500 mortes causadas pelo bombardeio.

Além disso, a inteligência norte-americana apontou “danos leves à estrutura do hospital”, sem “crateras de impacto” ao redor do prédio. A Faixa de Gaza vive uma crise humanitária com o recomeço da guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas, da Palestina, no dia 7 de outubro.

Porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, Adrienne Watson disse que o governo norte-americano segue coletando informações: “Nossa avaliação atual, com base na análise de imagens aéreas, interceptações e informações de fonte aberta, é que Israel não é responsável pela explosão no hospital de Gaza”.

Troca de acusações

A investigação dos Estados Unidos sobre o ocorrido começou após uma disputa de narrativas sobre quem bombardeou o hospital. O Ministério da Saúde da Palestina defende que o ataque ao hospital teria sido provocado por bombardeios de Israel. O posicionamento se baseia, principalmente, nas ações militares das Forças Armadas israelenses contra a Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas desde 2007.

0

Já o governo de Israel negou a autoria, e atribuiu o ataque a uma tentativa fracassada da organização Jihad Islâmica Palestina. O grupo também rejeita responsabilidade pela ofensiva.

Daoud Shehab, porta-voz da Jihad Islâmica, afirmou ao jornal norte-americano New York Times que o braço armado do grupo não tem atuado na região. “Não houve nenhuma operação das Brigadas Al-Quds na área”, ressaltou Shehab.

Logo, não há uma informação definitiva sobre quem seria o autor do ataque contra o hospital em Gaza. Organizações internacionais se manifestaram sobre o bombardeio, mas não responsabilizaram nenhum grupo ou país.

Conflito sem resolução

Na quarta-feira (18/10), os Estados Unidos vetaram a proposta do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para o conflito entre Israel e Hamas. A representação norte-americana justificou a rejeição por conta de uma mudança no texto, a de incluir um pedido de cessar-fogo imediato, e pela falta de autorização a Israel ter direito a autodefesa.

No placar geral, 12 países votaram a favor da proposta brasileira, Rússia e Reino Unido se abstiveram e apenas os Estados Unidos se colocaram contra, por argumentar pela necessidade de uma cláusula sobre o direito de Israel se defender.

Entre as propostas do Brasil na ONU, estava a adoção de “pausas humanitárias para permitir o acesso humanitário rápido e seguro”, revogação imediata da ordem de evacuação das áreas ao norte da Faixa de Gaza, e fornecimento de eletricidade, água, alimentos e medicamentos para a população civil de Gaza.

Também era prevista a libertação imediata e incondicional dos reféns civis, sequestrados por integrantes do Hamas no dia 7 de outubro.

Compartilhar notícia

Quais assuntos você deseja receber?

sino

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

sino

Mais opções no Google Chrome

2.

sino

Configurações

3.

Configurações do site

4.

sino

Notificações

5.

sino

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?

Notificações