EUA ataca mais um barco no Caribe e diz ter matado 4 pessoas
De acordo com militares dos EUA, quatro supostos traficantes foram mortos durante o novo ataque contra uma embarcação no Caribe
atualizado
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Os Estados Unidos anunciaram a morte de quatro pessoas em um novo ataque contra barco na América Latina, desta vez na região do Caribe. A informação foi divulgada pelo Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) nesta quarta-feira (25/3).
De acordo com militares norte-americanos, a embarcação estava envolvida em “operações de narcotráfico”. Durante a operação, quatro homens foram mortos e nenhum militar dos EUA ficou ferido, segundo o comando da operação.
Veja vídeo:
Applying total systemic friction on the cartels.
On March 25, at the direction of #SOUTHCOM commander Gen. Francis L. Donovan, Joint Task Force Southern Spear conducted a lethal kinetic strike on a vessel operated by Designated Terrorist Organizations. Intelligence confirmed… pic.twitter.com/VTzo4wkbpG
— U.S. Southern Command (@Southcom) March 25, 2026
Como em outras ocasiões, Washington não divulgou provas concretas sobre a ligação do barco com o tráfico internacional de drogas.
Esta foi a 47ª vez que os EUA atacam embarcações na América Latina, em áreas do Caribe e Oceano Pacífico.
A justificativa do governo norte-americano, que lançou a operação Lança do Sul após o início dos bombardeios, é combater o trânsito de entorpecentes na região. Cerca de 163 pessoas já foram mortas, desde então.
Ofensiva na Venezuela
Na esteira da operação, a administração Donald Trump aproveitou para iniciar uma ofensiva contra a Venezuela. O ataque contra o país latino-americano, em 3 de janeiro, resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Os dois são acusados de manter ligações com o tráfico internacional e aguardam julgamento nos EUA.
Com a queda de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu, de forma interina, o governo venezuelano. Depois disso, a Venezuela restabeleceu laços diplomáticos com os EUA e firmou uma série de compromissos com Washington. Entre eles, a abertura do setor petrolífero do país para os norte-americanos.
