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Mais de uma centena de socorristas e militares mexicanos dedicam seus esforços para localizar crianças com vida em uma escola destruída pelo terremoto de terça-feira (19/9) na capital do país. Até a manhã desta quinta-feira (21/9) no entanto, eles só tinham localizado uma menina, Frida Sofia.

O socorrista que chegou mais próximo ao local que a menina está disse ter visto a mão da garota de 12 anos. Ela conseguiu sobreviver embaixo de uma mesa de granito, conforme a equipe visualizou com uma câmera sensível ao calor. Após quase dois dias soterrada, Sofia conseguiu responder aos estímulos do socorrista. O homem pediu que ela mexesse a mão.

“Sabemos que há uma menina com vida no interior (da escola destruída). O que não sabemos é como chegar até ela (…) sem risco de colapso das estruturas e sem que os socorristas sejam colocados em perigo”, afirmou à emissora Televisa o almirante José Luis Vergara, que coordena o resgate.

Vergara, no entanto, prefere não alimentar esperanças. Ele informou que as equipes conseguiram falar rapidamente com a menor e enviaram água e oxigênio para ela. “Estou muito cansada”, disse a jovem, segundo o militar.

A esperança de um milagre diminui a cada minuto que se passa desde o desabamento da escola. Horas antes, socorristas disseram de forma anônima que tinham visto cinco crianças com vida em meio aos escombros, enquanto outros afirmavam que com o uso de scanners térmicos tinham detectado ao menos três corpos com vida. Nenhum deles, no entanto, conseguiu ser resgatado até ao momento.

Ainda existem dúvidas sobre a identidade da menina. Não foi possível escutar com clareza o que ela falou. Horas antes, a imprensa mexicana afirmou que a pequena se chama Frida Sofía, mas não há confirmação oficial e não foi possível encontrar nenhum parente procurando por uma criança com este nome nos arredores da escola.

Operação cirúrgica
A remoção de escombros na escola Enrique Rebsámen é feita com precisão quase cirúrgica. Postes metálicos são colocados cuidadosamente para sustentar a construção de dois pisos que, após o tremor, ficou comprimida em apenas um andar.

Por várias vezes os socorristas levantam seus braços, repetindo o sinal, popularizado nos resgates na Cidade do México, para pedir silêncio. Todos concentravam sua audição para tentar escutar um mínimo sinal de vida ou se comunicar com as equipes de resgate que entraram parcialmente nos escombros.

Por algumas vezes, o silêncio se prolongou por até meia hora. Todos permaneciam atentos e imóveis, mas esperançosos. Alguns sussurravam entre si.

 

 

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